segunda-feira, junho 22
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Agronegócio

Inpasa busca R$ 1 bi em debêntures para ampliar etanol de milho em Sinop

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Emissão representa 60,8% do investimento previsto para o projeto em Mato Grosso.
  • Plano prevê duas plantas com capacidade indicada de 1.350 m³ por dia cada.
  • Projeto pode adicionar 2.700 m³ diários, se as unidades forem confirmadas.
  • Recursos devem reforçar produção de etanol de cereais e demanda por milho.
  • Termos da dívida ainda dependem de publicação oficial da oferta.

A Inpasa abriu nesta segunda-feira (22) uma oferta pública de R$ 1 bilhão em debêntures para financiar a ampliação de sua unidade industrial em Sinop, no norte de Mato Grosso. A operação coloca o mercado de capitais no centro de um novo ciclo de expansão do etanol de milho no Centro-Oeste.

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A captação faz parte de um plano de investimento estimado em R$ 1,644 bilhão. O dinheiro deve ser direcionado à expansão da produção de etanol de cereais, segmento em que a Inpasa aparece entre as principais empresas do país e que ganhou força nos últimos anos com a combinação de oferta de milho, logística regional e demanda crescente por biocombustíveis.

A emissão aberta agora cobre 60,8% do investimento total previsto para o projeto. No desenho financeiro informado, as emissões de títulos somam R$ 1,6 bilhão, valor equivalente a 97,28% do plano. Na prática, a empresa recorre a investidores de dívida para bancar quase toda a expansão planejada em Sinop.

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Expansão mira escala em polo do milho

Sinop está em uma das regiões mais relevantes do agronegócio mato-grossense e fica próxima de áreas de forte produção de milho. Por isso, uma ampliação industrial desse porte tende a ter efeito além da planta: pode mexer com a demanda local pelo grão, com o fluxo de transporte e com a cadeia de fornecedores ligada à agroindústria.

Os dados conhecidos da operação indicam duas plantas previstas, cada uma com capacidade de 1.350 m³ por dia. Juntas, elas acrescentariam 2.700 m³ diários de capacidade ao projeto, caso avancem nos termos apresentados. Esse número se refere à expansão projetada, não a produção já entregue.

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O movimento também reforça uma tendência do setor: grandes projetos de biocombustíveis têm buscado financiamento fora do crédito bancário tradicional. As debêntures permitem alongar o funding e atrair investidores interessados em ativos ligados à infraestrutura produtiva, à transição energética e ao agronegócio.

Custo da dívida definirá o apetite dos investidores

Para quem acompanha o mercado de dívida, o ponto decisivo será o preço da emissão. Remuneração, prazo, garantias e estrutura de pagamento vão indicar quanto a Inpasa precisará oferecer para captar R$ 1 bilhão em um setor intensivo em capital e sujeito a oscilações de preço do milho, do etanol e dos combustíveis.

A operação chega em um momento em que o etanol de milho deixou de ser aposta regional e passou a disputar espaço na matriz nacional de combustíveis. A expansão em Mato Grosso ajuda a aumentar a escala do setor, mas também exige disciplina financeira: projetos desse tamanho dependem de margem industrial, suprimento regular de grãos e escoamento eficiente da produção.

A próxima etapa relevante para o mercado será a definição dos termos finais da emissão. Esses dados vão mostrar o custo da captação e o grau de confiança dos investidores no plano de expansão da Inpasa em Sinop.


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