Marina Silva aparece numericamente à frente de Simone Tebet em um cenário para a disputa ao Senado por São Paulo em 2026. Pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (19) mostra Marina com 35,1% das intenções de voto e Tebet com 32,4%.
A diferença entre as duas é de 2,7 pontos percentuais. Como a margem de erro não acompanha os percentuais divulgados, o resultado deve ser lido como liderança nominal no recorte apresentado, e não como vantagem estatisticamente consolidada.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores paulistas entre 16 e 18 de junho. O levantamento aparece associado ao registro SP-08639/2026. A disputa terá duas cadeiras em jogo, o que torna decisiva a forma como o eleitor foi convidado a escolher os nomes no questionário.
Disputa reúne nomes nacionais no maior colégio eleitoral do país
O cenário chama atenção porque coloca duas figuras nacionais no tabuleiro paulista. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, e Simone Tebet, ministra do Planejamento, já disputaram eleições presidenciais e hoje integram a base do governo federal.
Isso não significa que as duas candidaturas estejam definidas. Pesquisas eleitorais testam cenários possíveis e medem o peso dos nomes apresentados ao eleitor, mas não substituem decisões partidárias, montagem de chapas nem acordos estaduais para 2026.
No recorte anterior citado para maio, Marina aparecia com 36,6% e Tebet com 34,3%. Na rodada de junho, as duas oscilam para baixo nominalmente: Marina vai a 35,1%, e Tebet, a 32,4%.
Derrite, Salles e outros nomes também aparecem no cenário
Outros nomes testados ajudam a medir a amplitude da corrida. Guilherme Derrite passa de 25,1% em maio para 26,7% em junho. Ricardo Salles recua de 18,7% para 17,1%. André do Prado sobe de 11,3% para 13,9%, enquanto Paulinho da Força fica praticamente estável, de 13,6% para 13,4%.
A eleição paulista para o Senado tende a ter peso nacional. São Paulo concentra o maior eleitorado do país, influencia a formação de palanques presidenciais e pode obrigar partidos governistas e de oposição a acomodar interesses locais em uma chapa competitiva.
Na prática, o dado divulgado mostra que Marina e Tebet largam, neste cenário, em uma faixa próxima de intenção de voto e à frente dos demais nomes testados. A leitura política imediata é a força das duas ministras no estado; a leitura estatística depende da margem de erro e do desenho completo da pergunta feita aos eleitores.
O próximo passo para partidos e pré-candidatos é transformar essa fotografia inicial em estratégia: definir se haverá espaço para duas candidaturas competitivas no mesmo campo político ou se a disputa paulista exigirá composição antes de 2026.











