O pai do youtuber argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, passou a contestar publicamente a versão de acidente na colisão entre dois helicópteros que matou seis pessoas no Rio de Janeiro. Ricardo Héctor Prim disse acreditar que a tragédia foi um atentado, embora não tenha apresentado provas públicas para sustentar a suspeita.
Em entrevista ao jornal argentino Clarín, Ricardo afirmou que recebe informações sobre o caso e que, para ele, a queda não foi resultado de um acidente fortuito. “Não se sabe se foi um acidente ou um atentado. Eu recebo muitos dados e acredito que não foi um acidente. Para mim, foi um atentado”, declarou.
A fala amplia a repercussão internacional da tragédia, ocorrida na manhã de 14 de junho, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. A colisão aconteceu por volta das 8h57 e envolveu duas aeronaves que caíram após o choque. Morreram Gaspi, o cantor norte-americano Oliver Tree, Lucas Vignale, Lucas Brito Chaves e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.
Ricardo também citou Oliver Tree como possível “fator de interesse” no episódio, mas não detalhou o que quis dizer. A declaração, por enquanto, fica no campo da suspeita da família: as autoridades responsáveis não divulgaram indícios públicos de atentado.
Investigação mira dinâmica da colisão e situação das aeronaves
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos conduz a investigação técnica para reconstruir a dinâmica do choque, avaliar condições de voo, trajetória das aeronaves, comunicação e eventuais fatores operacionais. A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura se houve responsabilidade criminal relacionada à tragédia.
Um dos pontos sob análise é a situação do helicóptero de matrícula PP-MAC. Informações divulgadas após o acidente indicam que o proprietário da aeronave havia sido multado pela Agência Nacional de Aviação Civil em 2025 por irregularidades. A eventual relação entre essas pendências e o voo do dia da colisão ainda depende das conclusões técnicas e policiais.
Novas imagens do acidente foram incorporadas à investigação no dia seguinte à queda. Esse tipo de registro pode ajudar a estabelecer altitude, ângulo de aproximação, velocidade relativa e momento exato do impacto, elementos decisivos para separar falha operacional, irregularidade de voo, problema mecânico ou ação intencional.
Colisões entre helicópteros são episódios raros na aviação brasileira, o que aumenta o peso do laudo técnico. No plano criminal, a Polícia Civil deve cruzar depoimentos, imagens e documentos das aeronaves antes de definir se o caso permanece tratado como acidente aéreo ou se há base para outra linha de investigação.











