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Economia

FGTS libera R$ 16,7 bi a demitidos que aderiram ao saque-aniversário

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Benefício vale para quem aderiu à modalidade e foi desligado entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025
  • Regra corrige bloqueio que impedia saque integral do fundo após demissão sem justa causa
  • Valor individual dependerá do saldo disponível na conta do trabalhador no FGTS
  • Conselho Curador não informou calendário por mês de nascimento nem prazo final para saque

O Conselho Curador do FGTS aprovou a liberação de R$ 16,7 bilhões para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos entre 2020 e 2025. A medida alcança 14,6 milhões de pessoas que, pela regra original da modalidade, perderam o direito de retirar o saldo integral do fundo após a demissão.

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Na média, o valor corresponde a cerca de R$ 1.144 por beneficiário. O dinheiro efetivamente disponível, porém, varia conforme o saldo de cada conta vinculada, eventuais antecipações contratadas pelo trabalhador e as regras aplicáveis ao período da demissão.

A liberação foi autorizada pela MP 1.331/2025, que abriu uma correção excepcional para quem ficou preso à limitação do saque-aniversário. O recorte informado contempla desligamentos ocorridos de janeiro de 2020 a dezembro de 2025.

Quem tem direito ao dinheiro do FGTS

Entram na liberação os trabalhadores que cumprirem, ao mesmo tempo, duas condições: ter aderido ao saque-aniversário do FGTS e ter sido demitido dentro do período coberto pela medida. A simples adesão à modalidade não garante o recebimento; é preciso que a conta se enquadre nas regras da liberação excepcional.

O saque-aniversário permite retirar uma parcela do saldo do FGTS todos os anos, no mês de nascimento do trabalhador. Em troca, quem escolhe essa modalidade deixa de acessar o valor integral da conta em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas o direito à multa rescisória quando ela for devida.

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Foi essa trava que a medida tenta corrigir para o grupo demitido entre 2020 e 2025. O objetivo é permitir que trabalhadores desligados nesse intervalo acessem recursos que ficaram retidos por causa da escolha anterior pelo saque-aniversário.

Quanto cada trabalhador pode receber

O total anunciado, de R$ 16,7 bilhões, dividido pelos 14,6 milhões de beneficiários, resulta em uma média aproximada de R$ 1.144 por pessoa. Esse número serve apenas como referência geral: há trabalhadores com saldo menor, enquanto outros podem ter valores superiores disponíveis.

A quantia individual depende do histórico de depósitos do empregador, do tempo de vínculo, de saques anteriores e de operações ligadas à modalidade, como antecipações do saque-aniversário. Quem contratou antecipação com instituição financeira pode ter parte do saldo comprometida.

O Conselho Curador informou ainda que 21,5 milhões de trabalhadores aderiram ao saque-aniversário, o equivalente a 51% dos 42 milhões de trabalhadores ativos no FGTS. Entre 2020 e 2025, as operações de alienação relacionadas à modalidade somaram R$ 236 bilhões.

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Como consultar e sacar

A consulta deve ser feita pelos canais da Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos do FGTS. O caminho mais direto é o aplicativo FGTS, onde o trabalhador pode verificar saldo, contas vinculadas, modalidade ativa e eventuais valores liberados.

Também é possível buscar atendimento nas agências da Caixa. Para evitar deslocamento desnecessário, o trabalhador deve conferir antes a data da demissão, confirmar se estava no saque-aniversário no período e verificar se há saldo disponível na conta vinculada.

O calendário detalhado por mês de nascimento não foi informado na apresentação da medida. Até a publicação das datas operacionais, a consulta individual pelos canais da Caixa é o principal meio para confirmar se o valor já aparece liberado.

Por que a medida muda a vida de quem foi demitido

O impacto mais imediato está no orçamento de trabalhadores que perderam renda após a demissão e não puderam sacar integralmente o FGTS. Para esse grupo, o dinheiro pode ser usado para recompor caixa, pagar contas atrasadas, reduzir dívidas ou reorganizar despesas da família.

A cifra também tem peso macroeconômico. A liberação de R$ 16,7 bilhões distribui recursos a milhões de contas vinculadas e pode reforçar consumo e pagamento de dívidas, ainda que o efeito final dependa do ritmo dos saques e do perfil financeiro dos beneficiários.

Para o trabalhador, o próximo passo prático é consultar o aplicativo FGTS ou procurar a Caixa com CPF e dados do vínculo de trabalho. A liberação não depende de novo pedido para quem já aparecer enquadrado nos sistemas do fundo, mas o valor só pode ser movimentado depois de disponibilizado pela instituição pagadora.