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Agronegócio

Minas lança campanha no campo após registrar 22 mil focos de incêndio

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Campanha será lançada nesta segunda-feira pelo governo estadual, bombeiros e setor de bioenergia.
  • Ação busca reforçar a prevenção no campo antes do pico da estiagem, entre julho e outubro.
  • Bombeiros registraram 11.516 ocorrências e 525 feridos em incêndios no estado em 2025.
  • Dados da Ufla medem focos de calor, enquanto os bombeiros contabilizam atendimentos operacionais.
  • Plano Minas Contra o Fogo prevê ações de prevenção, resposta e integração entre órgãos públicos.

O Governo de Minas Gerais lança uma campanha de prevenção a incêndios rurais em meio ao avanço dos focos de fogo no estado e às vésperas do período mais severo da estiagem. A iniciativa mira produtores, empresas do agro e comunidades rurais, com reforço de orientação para reduzir queimadas e acelerar a resposta a ocorrências no campo.

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A ação reúne o governo estadual, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e a Associação de Bioenergia e Açúcar de Minas Gerais. O objetivo é aproximar a prevenção feita nas propriedades rurais da estrutura de combate acionada quando o fogo sai do controle, especialmente entre julho e outubro, meses em que a seca costuma elevar o risco de incêndios florestais e rurais.

O tamanho do problema aparece em duas frentes. A Universidade Federal de Lavras registrou 22 mil focos de incêndio no estado, indicador usado para medir a presença de calor e fogo no território. Já o Corpo de Bombeiros contabilizou 11.516 ocorrências de incêndio em 2025, com 525 pessoas feridas. Os números não são equivalentes: focos indicam detecção no mapa; ocorrências mostram chamados atendidos pelas equipes.

Parceria tenta levar prevenção para dentro das propriedades

A campanha aposta na comunicação direta com o setor produtivo para reduzir riscos antes que as chamas se espalhem. A presença da entidade ligada à bioenergia e ao açúcar indica foco em cadeias agrícolas expostas ao fogo, em áreas onde a combinação de vegetação seca, vento e manejo inadequado pode transformar pequenos focos em incêndios de maior proporção.

Na prática, a estratégia passa por orientar produtores sobre cuidados com aceiros, limpeza de áreas sensíveis, descarte de materiais inflamáveis e acionamento rápido dos Bombeiros. Também busca integrar a comunicação entre propriedades, empresas e órgãos públicos, um ponto considerado decisivo em um estado com grande extensão rural e diferentes perfis de vegetação.

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Minas Gerais está entre os estados mais pressionados por queimadas no período seco. O impacto vai além da perda ambiental: incêndios atingem pastagens, lavouras, áreas de preservação, estruturas produtivas e estradas vicinais, além de ampliar custos de resposta para municípios e para o governo estadual.

Plano estadual prevê R$ 440 milhões até 2031

A campanha se conecta ao Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais, que prevê R$ 440 milhões entre 2026 e 2031. O programa Minas Contra o Fogo organiza ações de prevenção, preparação, resposta e integração entre órgãos públicos, com o desafio de transformar alertas e dados de monitoramento em atuação rápida no território.

O plano estadual trata a prevenção como parte central da política contra incêndios, não apenas como complemento ao combate. Essa mudança é relevante porque, durante a estiagem, a velocidade de propagação do fogo costuma superar a capacidade de resposta quando não há atuação antecipada em áreas rurais, unidades de conservação e regiões de vegetação nativa.

As informações divulgadas até agora não detalham metas públicas de redução de focos nem uma lista fechada de regiões prioritárias. O efeito imediato da campanha, portanto, será ampliar a mobilização no campo antes do pico da seca, enquanto o plano de R$ 440 milhões deve sustentar as ações estaduais de prevenção e combate nos próximos anos.

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