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Economia

Motta põe Leo Prates na relatoria do projeto contra escala 6×1

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A escolha leva a negociação do texto para o parecer do deputado baiano.
  • Mudanças na jornada ainda dependem de tramitação, votação e aprovação final.
  • O registro oficial da Câmara ainda não detalhava rito, colegiado ou prazo.
  • O relator poderá propor ajustes, transição ou manter pontos do governo.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, escolheu nesta quinta-feira (11) o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para relatar o projeto do governo que trata do fim da escala 6×1. A indicação leva para o gabinete do relator a etapa mais sensível da discussão: transformar uma pauta de forte pressão social e empresarial em um texto com chance de avançar no plenário.

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A escolha não altera, por si só, a jornada de trabalhadores nem obriga empresas a mudar escalas. O que muda agora é o centro da negociação política. Caberá a Prates construir o parecer, dialogar com líderes partidários e definir qual redação poderá ser votada pela Câmara.

A escala 6×1 é o modelo em que o empregado trabalha seis dias e descansa um. O debate ganhou força nos últimos meses por envolver setores que funcionam aos fins de semana e dependem de revezamento contínuo, como comércio, supermercados, shoppings, bares, restaurantes, serviços, saúde privada, vigilância e limpeza.

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Relatoria vira ponto de pressão entre governo, empresas e trabalhadores

A indicação de Leo Prates aproxima a tramitação da mesa da Câmara. Ele é do mesmo partido de Motta, o Republicanos, embora venha de outro estado: Prates é deputado pela Bahia, enquanto Motta construiu sua base política na Paraíba. Na prática, a escolha dá ao relator a tarefa de organizar uma proposta capaz de sobreviver à resistência de setores empresariais e à cobrança de trabalhadores por redução da jornada.

O ponto central do parecer será definir como a eventual mudança sairia do discurso político para a lei. O texto poderá tratar de transição, alcance por setor, compensações, regras de descanso e formato de redução da jornada. Sem esse desenho, a pauta continua com alto impacto público, mas sem efeito prático imediato.

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Para trabalhadores, a discussão envolve previsibilidade de folgas, qualidade de vida e reorganização da semana de trabalho. Para empresas, o tema passa por custo de mão de obra, contratação, escala de funcionamento e negociação sindical. Em cidades com forte presença de comércio e serviços, como Piracicaba e região, o impacto dependerá diretamente da redação final que sair da Câmara.

Próximo passo é transformar a indicação em texto votável

A relatoria é uma etapa de tramitação, não uma aprovação de mérito. Antes de qualquer mudança entrar em vigor, o projeto precisa ter parecer apresentado, passar pelas negociações regimentais, ser votado e cumprir as demais etapas exigidas no Congresso.

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O movimento de Motta também tenta destravar uma pauta que concentra interesses opostos. O governo busca dar andamento a uma agenda trabalhista de grande visibilidade, enquanto partidos e bancadas ligadas ao setor produtivo tendem a pressionar por regras graduais ou por exceções para atividades que operam todos os dias.

Até que o parecer seja apresentado e aprovado, a escala 6×1 continua válida onde já é adotada. Empresas não precisam mudar seus turnos agora, e trabalhadores ainda não têm nova jornada assegurada. O efeito real da escolha de Prates será medido pelo texto que ele levar à votação e pelo acordo que conseguir construir na Câmara.

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