Comunicação atribuída ao Banco Santander e enviada ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) indica que a Talismã Digital, empresa ligada à influenciadora e empresária Virginia Fonseca, recebeu entre março e setembro de 2024, em operações classificadas como atípicas, R$ 21,4 milhões em 44 transações via Pix e R$ 1 milhão em 18 TEDs, totalizando R$ 22,4 milhões.
O ponto central é a origem dos repasses. O documento citado não identifica os remetentes dos 44 Pix, o que impede, até prova diversa, distinguir se os valores são receitas regulares da empresa ou repasses com potencial ocultação patrimonial.
Nas informações divulgadas, o caso aparece vinculado à Polícia Federal, mas ainda não há publicação oficial com número de procedimento, autoridade responsável ou medidas formais de polícia judiciária. Também não foram divulgados, até aqui, bloqueios de ativos, buscas e apreensões ou quebra adicional de sigilo.
Contexto e próxima etapa
Virginia também havia sido citada na CPI das Bets em 2025, e o relatório final daquele processo foi rejeitado no Senado. A nova frente, porém, recoloca a pauta da rastreabilidade de grandes fluxos financeiros em perfis de alta exposição pública.
O material mencionado também registra o nome de Zé Felipe entre os citados, sem detalhar conduta. O desfecho prático depende da formalização e do contraditório: mapear a origem de cada transferência com prova documentada para definir se houve ou não indício de crime financeiro.











