sábado, 18 de julho de 2026
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Disco de 12 faixas, com capa de Vik Muniz e produção de Pupillo, une rap, jazz e música africana

Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago lançam álbum conjunto

Disco de 12 faixas, com capa de Vik Muniz e produção de Pupillo, une rap, jazz e música africana

· 3 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Criolo, aos 50 anos, é um dos nomes mais influentes do rap brasileiro, com discos como Nó na Orelha (2011) e Convoque Seu Buda (2014).
  • Daquela reunião saiu o single Esperança , indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa, que abriu caminho para a colaboração em formato de álbum.
  • Dino D'Santiago, radicado em Portugal, mescla funaná, coladeira e batidas eletrônicas em álbuns como Mundo Nôbu (2018) e Badiu (2021).
  • O álbum está disponível em Spotify, Apple Music, Deezer e YouTube Music.
  • As faixas são cantadas em português e crioulo cabo-verdiano e tratam dos trânsitos culturais que ligam Brasil, Portugal e Cabo Verde.
Séries

O rapper paulistano Criolo, o pianista pernambucano Amaro Freitas e o cantor luso-cabo-verdiano Dino D’Santiago lançaram em 15 de janeiro o álbum Criolo, Amaro & Dino, que entrelaça rap, jazz e música africana sob o signo da diáspora negra. O disco tem 12 faixas, capa assinada por Vik Muniz e produção de Pupillo, ex-baterista da Nação Zumbi, e já está disponível nas plataformas de streaming.

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O trabalho marca o primeiro registro conjunto do trio, formado a partir de um encontro em Lisboa em 2024. Daquela reunião saiu o single Esperança, indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa, que abriu caminho para a colaboração em formato de álbum. As faixas são cantadas em português e crioulo cabo-verdiano e tratam dos trânsitos culturais que ligam Brasil, Portugal e Cabo Verde.

Criolo, aos 50 anos, é um dos nomes mais influentes do rap brasileiro, com discos como Nó na Orelha (2011) e Convoque Seu Buda (2014). Amaro Freitas, 34, despontou no jazz contemporâneo internacional com a trilogia Rasif (2018), Sankofa (2021) e Y’Y (2024), em que une percussão africana, ritmos nordestinos e um piano de abordagem percussiva. Dino D’Santiago, radicado em Portugal, mescla funaná, coladeira e batidas eletrônicas em álbuns como Mundo Nôbu (2018) e Badiu (2021).

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Em entrevistas de divulgação, Dino D’Santiago definiu a parceria como “um encontro de almas afrodiaspóricas”, enquanto Criolo afirmou que o álbum é “fruto das amizades e do respeito mútuo” entre os três. O disco também traz arranjos do maestro baiano Letieres Leite, fundador da Orquestra Rumpilezz, morto em 2021, cuja fusão entre música de concerto e tradições afro-baianas atravessa a arquitetura sonora do trabalho.

A capa, assinada por Vik Muniz, apresenta uma colagem com os rostos dos três músicos sobre um fundo que remete a cartas náuticas e rotas atlânticas. A imagem dialoga com o conceito do projeto: a travessia oceânica como metáfora dos trânsitos históricos que moldaram as culturas negras nas Américas, na Europa e na África.

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O lançamento se soma a uma safra recente de artistas da diáspora africana com projeção internacional na música feita no Brasil e em Portugal. Criolo, Amaro & Dino aposta em uma estética afro-atlântica que recusa fronteiras rígidas de gênero e de nacionalidade, sustentada pelo encontro de três trajetórias que vinham, cada uma a seu modo, investigando as mesmas raízes.

O álbum está disponível em Spotify, Apple Music, Deezer e YouTube Music. Uma turnê pelos três países que inspiraram o disco — Brasil, Portugal e Cabo Verde — é estudada pelo trio, mas datas e locais ainda não foram anunciados pelos artistas.

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Outras reportagens do PIRANOT sobre música e cultura estão reunidas no acervo de cobertura musical.

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