O comércio brasileiro cresceu 0,5% na passagem de fevereiro para março e atingiu o maior patamar da série acompanhada pelo IBGE. Foi a terceira alta consecutiva do varejo, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio.
Na comparação com março do ano passado, o setor avançou 4%. Em 12 meses, a expansão acumulada é de 1,8%, resultado que confirma a recuperação gradual do consumo, embora o desempenho siga desigual entre segmentos.
Dólar mais baixo ajudou parte do varejo
Um dos vetores do mês foi o câmbio. Com o dólar mais baixo, produtos importados ficaram relativamente mais baratos, favorecendo atividades como equipamentos de escritório, informática e comunicação. Esse tipo de segmento responde rapidamente a variações de preço e crédito.
O recorde não significa que todo o comércio esteja aquecido da mesma forma. Supermercados, móveis, eletrodomésticos, vestuário e itens de maior valor dependem de renda, endividamento das famílias, juros e confiança do consumidor.
Sinal positivo, mas ainda dependente da renda
O dado do IBGE reforça que o consumo segue sustentando parte da atividade econômica. A questão é se o ritmo permanece nos próximos meses, especialmente com famílias ainda seletivas e empresas monitorando custos.
Para o comércio local, a leitura prática é que promoções, crédito e câmbio favorável podem estimular vendas, mas segmentos dependentes de renda disponível ainda precisam de melhora consistente no orçamento das famílias.











