Uma menina de 12 anos foi vítima de estupro coletivo cometido por oito adolescentes no Rio de Janeiro, em abril de 2026. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) já identificou todos os suspeitos, informou a corporação.
A investigação aponta que a vítima teria sido convidada pelo ex-namorado para ir até a casa dele, local onde o crime ocorreu. A corporação não divulgou detalhes sobre a data exata nem o bairro do ocorrido.
“Uma menina de 12 anos relatou ter sido estuprada por oito menores de idade no Rio de Janeiro”, afirmou a Polícia Civil em nota.
Investigação aponta convite do ex-namorado como gatilho do crime
A Polícia Civil trabalha agora na coleta de provas e na oitiva de testemunhas para embasar as medidas socioeducativas cabíveis contra os adolescentes. Todos os oito envolvidos são menores de idade, o que implica procedimentos específicos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A corporação não informou se os suspeitos foram apreendidos ou se responderão em liberdade. O caso reforça a discussão sobre a eficácia da rede de proteção a crianças e adolescentes no estado. Em 2024, o Brasil registrou 78.395 denúncias de estupro, conforme dados oficiais.
Brasil registra 15 estupros coletivos por dia entre 2022 e 2025
Dados nacionais revelam a gravidade da violência sexual contra menores. Entre 2022 e 2025, o Brasil registrou em média 15 estupros coletivos por dia, totalizando 22.800 ocorrências no período.
De 2021 a 2023, mais de 164 mil crianças e adolescentes foram vítimas de violência sexual, incluindo estupro e estupro de vulnerável. Meninas representam 88% das vítimas, com um caso a cada seis minutos.
TJRJ já apontou erros da PCERJ em caso anterior de estupro coletivo
Em março de 2026, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) criticou a atuação da Polícia Civil em um caso de estupro coletivo ocorrido em Copacabana, na zona sul da capital, em 31 de janeiro. Na ocasião, quatro jovens e um menor foram indiciados por violência sexual contra uma garota de 17 anos.
O TJRJ afirmou ter identificado “sucessivos erros de procedimento por parte da Polícia Civil”. O episódio anterior levanta questionamentos sobre a condução das investigações de crimes sexuais no estado.
No caso atual, a Polícia Civil afirma que as apurações seguem em sigilo e que todas as medidas legais serão adotadas.
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