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Medida busca gerar receita para estatal que acumula 14 trimestres consecutivos de perdas

Correios são autorizados a armazenar bens da Receita Federal após prejuízo de R$ 8,5 bi

Medida busca gerar receita para estatal que acumula 14 trimestres consecutivos de perdas

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, alta de 226,9% sobre 2024
  • Estatal foi autorizada a armazenar itens apreendidos pela Receita Federal como nova fonte de receita
  • Cronograma, custos e contrapartida financeira da nova função ainda não foram divulgados
  • Receita Federal realiza leilão em Viracopos (Campinas) em 30 de maio, próximo a Piracicaba

Os Correios foram autorizados, em decreto publicado em 15 de maio de 2026, a armazenar itens apreendidos pela Receita Federal. A medida busca gerar receita para a estatal, que registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 — equivalente a 2,3 vezes o orçamento de Piracicaba para 2026.

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O resultado negativo de 2025 é o pior da história da companhia e representa um aumento de 226,9% em relação ao déficit de R$ 2,6 bilhões de 2024. A estatal acumula 14 trimestres consecutivos de perdas, conforme balanço divulgado pela própria empresa.

A autorização integra um pacote de medidas para diversificar as fontes de receita, que também inclui a permissão para os Correios atuarem como operadora de celular. A empresa já havia buscado outras frentes, como a intermediação da cobrança de tributos de importação junto à Receita Federal.

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Prejuízo de R$ 8,5 bilhões acelera diversificação dos Correios

O desempenho financeiro pressiona a direção a buscar alternativas fora do negócio principal de entregas. Além da guarda de bens, o governo autorizou os Correios a operar como operadora de celular, explorando a rede de fibra óptica e suas lojas físicas. “Correios fecharam 2025 com um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões”, informou a estatal em seu balanço anual. A empresa possui cerca de 12 mil agências e uma frota de veículos que poderia ser utilizada no transporte e na custódia dos materiais.

Cronograma e custos da armazenagem permanecem indefinidos

Ainda não foram divulgados os prazos para o início da operação, os investimentos necessários em segurança e infraestrutura, nem a contrapartida financeira ou operacional para a Receita Federal. O órgão, por sua vez, realiza leilões periódicos de itens apreendidos e abandonados. “A Receita Federal realizará no dia 30 de maio um leilão com itens apreendidos e abandonados no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP)”, informou o órgão em nota. A proximidade geográfica — cerca de 70 km de Piracicaba — pode gerar reflexos logísticos e de custos para empresas e contribuintes da região, caso os Correios venham a centralizar a guarda em Campinas. A parceria com a estatal poderia desafogar os armazéns da Receita e reduzir custos de estocagem. Mas ainda não há garantias de que a operação não sobrecarregue a estrutura dos Correios, impactando os serviços postais tradicionais.

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