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Aumento das reservas para devedores duvidosos supera expansão da carteira e pressiona lucro líquido

Ações do Nubank caem 6% após provisões para devedores duvidosos subirem 33%

Aumento das reservas para devedores duvidosos supera expansão da carteira e pressiona lucro líquido

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Provisões para devedores duvidosos subiram 33% no 1º tri de 2026, para US$ 1,79 bilhão
  • Carteira de crédito cresceu 7% no trimestre, ritmo inferior ao das provisões
  • Lucro líquido de US$ 871,4 milhões recuou 5% ante o trimestre anterior
  • Itaú BBA e BTG Pactual mantêm recomendação de compra, com preços-alvo de US$ 20 e US$ 22
  • Clientes chegaram a 135,2 milhões, com 15 milhões no México

As ações do Nubank fecharam em queda de 6,03% na Bolsa de Nova York (NYSE) em 15 de maio de 2026, cotadas a US$ 12,15, após a divulgação do balanço do primeiro trimestre. O principal fator foi o aumento de 33% nas provisões para devedores duvidosos (PDD), que atingiram US$ 1,79 bilhão — valor equivalente a 4,8% da carteira de crédito total de US$ 37,2 bilhões e mais que o dobro do lucro líquido trimestral de US$ 871,4 milhões.

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O Itaú BBA manteve recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de US$ 20 para 2026, e destacou que o banco “provisionou 154% da formação de créditos não performados (NPL), o que elevou o índice de cobertura em 30 pontos percentuais”. A administração do Nubank afirmou que “o aumento das provisões está em linha com nossas expectativas e reflete uma dinâmica saudável do portfólio subjacente”. Mas o mercado reagiu negativamente ao custo adicional sobre a rentabilidade.

A carteira de crédito total cresceu 40% em 12 meses, para US$ 37,2 bilhões, impulsionada por cartões de crédito (alta de 36%, para US$ 24,3 bilhões) e empréstimos sem garantia (27%, para US$ 9,9 bilhões). O crédito consignado e o imobiliário, que representam 8% do mix, avançaram 38%. A mudança na composição da carteira, com maior peso de modalidades de risco, explica o aumento do provisionamento, apesar da expansão da receita líquida de juros.

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Receita com juros ajustada ao risco recua 4% no trimestre

A receita líquida de juros ajustada ao risco caiu 4% em relação ao trimestre anterior. Uma alíquota de Imposto de Renda mais alta que o esperado compensou os lucros em linha com as expectativas. O BTG Pactual também recomenda compra, com preço-alvo de US$ 22 para 12 meses. As despesas operacionais ficaram estáveis, e o lucro antes dos impostos superou as expectativas do Itaú BBA em 10%.

Base de clientes atinge 135,2 milhões com expansão no México

O total de clientes chegou a 135,2 milhões, com adição de 4,2 milhões no trimestre, sendo 15 milhões no México. A receita média por cliente ativo no Brasil cresceu 23% em 12 meses, para US$ 15,9.

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Estratégia de provisionamento deve continuar com crescimento da carteira de risco

Analistas veem o provisionamento mais agressivo como estratégia preventiva diante do ciclo de aperto monetário. O Nubank não divulgou projeções, mas a tendência é de elevação da PDD enquanto a carteira crescer em modalidades não colateralizadas. O mercado aguarda os próximos balanços para avaliar se a estratégia conterá a inadimplência sem comprometer a rentabilidade.


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