A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou que a safra brasileira de grãos deve atingir 357,97 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. O volume representa um aumento de 1,6% (5,6 milhões de toneladas) sobre a colheita anterior e um novo recorde histórico para a produção nacional.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também projeta um volume recorde, mas sua estimativa é de 348,7 milhões de toneladas, 2,6% inferior à da Conab. Esta é a oitava estimativa da Conab para o período, superando em 1,63 milhão de toneladas a sétima previsão, divulgada em abril, que indicava 356,34 milhões de toneladas.
Soja e milho puxam crescimento da safra
A oleaginosa (soja) deve apresentar um crescimento de 8,6 milhões de toneladas em relação à safra 2024/25, conforme a Conab. O milho e o sorgo também contribuem significativamente para esse avanço, sustentados por ganhos de produtividade e expansão da área plantada. Em nota, a Conab reiterou que “a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada em 357,97 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 1,6% (ou 5,6 milhões de toneladas) sobre a safra 2024/25”.
O IBGE, por sua vez, projeta um aumento de 4,8% na colheita de soja em 2026, totalizando 174,1 milhões de toneladas. O instituto informou que “em relação a 2025, a colheita de soja deve crescer 4,8%, totalizando 174,1 milhões de toneladas”.
Projeção do IBGE: safra recorde com volume menor
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima uma safra de grãos de 348,7 milhões de toneladas para 2026, representando uma alta de 0,7% sobre 2025. A diferença de 9,27 milhões de toneladas entre as projeções da Conab e do IBGE decorre de metodologias distintas. A Conab utiliza dados de campo e cooperativas, enquanto o IBGE baseia-se no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Embora ambas as séries apontem para volumes recordes, a estimativa do IBGE é mais conservadora.
Arroz, feijão, algodão e trigo recuam na safra
Apesar da projeção de volume recorde, nem todas as culturas acompanham o crescimento geral. A Conab registra recuo na produção de arroz, feijão, algodão e trigo em relação ao ciclo anterior. Esse movimento reflete ajustes de área e condições climáticas adversas em regiões produtoras. O arroz, por exemplo, foi afetado por chuvas irregulares no Sul, enquanto o algodão enfrentou queda de preços no mercado internacional.











