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Brasil

José Frejat morre aos 102 anos, símbolo da resistência à ditadura militar

Advogado e ex-deputado federal pelo PDT, Frejat foi figura central do movimento estudantil e do MNB

· 2 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

José Frejat, ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro e pai do cantor e compositor Frejat, morreu aos 102 anos no dia 25 de abril de 2026, vítima de pneumonia. Mesmo curado da infecção, ele não recuperou a capacidade respiratória, segundo a família, conforme informado à CNN Brasil.

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Frejat teve uma trajetória política marcada pela resistência à ditadura militar brasileira. Formado em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da UFRJ em 1951, destacou-se desde cedo na vida acadêmica e no movimento estudantil, tendo sido presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Na década de 1950, foi fundador e secretário-geral do Movimento Nacionalista Brasileiro (MNB), organização que defendia pautas nacionalistas e se posicionava contra a influência estrangeira na economia brasileira.

Atuação política e jornalística na resistência à ditadura

Paralelamente à militância política, José Frejat foi redator-chefe do jornal O Semanário, veículo nacionalista e alinhado ao reformismo de João Goulart, que buscava ampliar direitos sociais e econômicos no país. O jornal foi censurado e extinto após o golpe militar de 1964, representando a repressão à imprensa independente naquele período. Frejat manteve sua postura de oposição durante o regime militar, elegendo-se vereador no Rio de Janeiro entre 1977 e 1979 e deputado federal pelo PDT de 1979 até 1983, segundo dados oficiais da Câmara dos Deputados.

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Seu mandato parlamentar foi marcado pela defesa da democracia e dos direitos civis em um momento de transição política no Brasil, contribuindo para o processo de redemocratização. Em 2018, Frejat tentou retomar a carreira política pela Rede Sustentabilidade, porém sua candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral.

Além da atuação política, ele se dedicou à produção intelectual, publicando obras como “Capital estrangeiro parasitário” e “Análise jurídica do acordo de Roboré” em 1959, demonstrando interesse pelos temas econômicos e jurídicos que permeavam o debate nacionalista da época.

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A trajetória de José Frejat reflete um período turbulento da história brasileira, marcado pela luta contra o autoritarismo e pela construção da democracia. Seu legado ultrapassa o campo político e alcança a cultura, sendo também conhecido como pai do renomado cantor Frejat.


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