Guillermo Ochoa voltou a tratar a Copa do Mundo de 2026 como o ponto final de sua carreira. Aos 40 anos, o goleiro mexicano se emocionou em um vídeo do projeto Letters That Unite, da Fifa, ao receber uma carta da filha Lucciana e falar sobre a própria despedida do futebol.
Na gravação, Ochoa afirma que a trajetória pela seleção mexicana se aproxima do fim e sugere que não pretende seguir em atividade depois do Mundial. A fala dá peso simbólico a uma Copa especial para o goleiro: o México divide a organização do torneio com Estados Unidos e Canadá, o que abre a possibilidade de uma despedida diante de sua torcida.
Se entrar em campo nesta edição, Ochoa alcança a marca de seis Copas do Mundo, patamar reservado a pouquíssimos jogadores na história. O mexicano ficaria ao lado de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo entre os nomes que atravessaram seis ciclos de Mundial, um feito raro pela longevidade física, técnica e mental exigida no futebol de elite.
Um rosto mexicano nas Copas
Ochoa construiu sua imagem internacional muito mais com a camisa do México do que por uma carreira concentrada em gigantes europeus. Convocado desde a Copa de 2006, ele atravessou gerações da seleção e virou um dos símbolos do país em Mundiais, especialmente pela capacidade de crescer em jogos de grande exposição.
Para o público brasileiro, a memória mais forte vem de 2014. Na fase de grupos da Copa disputada no Brasil, Ochoa foi o nome do empate sem gols entre México e seleção brasileira, em Fortaleza. Fez defesas decisivas, travou Neymar e companhia e saiu daquele jogo com status de personagem mundial do torneio.
A possível aposentadoria também encerra uma relação de duas décadas entre Ochoa e a seleção. Em um futebol mexicano que costuma transformar goleiros em ídolos nacionais, ele se tornou referência por presença, carisma e atuações em Copas, mesmo quando o México não conseguiu romper a barreira histórica das oitavas de final.
Despedida ganha peso em casa
A Copa de 2026 aumenta a carga emocional da decisão. O México recebe parte dos jogos e vive o torneio como anfitrião pela terceira vez, depois de 1970 e 1986. Para Ochoa, isso transforma o adeus em algo maior do que uma saída individual: é a chance de fechar a carreira no palco em que se tornou mais reconhecido.
O próximo capítulo depende do espaço que o goleiro terá durante a campanha mexicana. Mesmo que não seja titular absoluto, sua presença no elenco já carrega valor histórico. Ochoa chega ao Mundial como um veterano em despedida e como um dos jogadores que melhor traduzem a ligação do México com as Copas.











