A Fifa informou remuneração bruta de US$ 4,8 milhões a Gianni Infantino em 2025, em relatório anual divulgado nesta quinta-feira (11). O pacote do presidente da entidade é composto por US$ 2,6 milhões em salário-base e US$ 2,2 milhões em bônus.
Na conversão usada por veículos brasileiros, o valor fica perto de R$ 25 milhões. A cifra em reais, porém, deve ser lida como estimativa cambial: a remuneração oficial aparece em dólar, e o total convertido varia conforme a cotação adotada no cálculo.
O número chama atenção porque a Fifa atravessa o ciclo mais valioso de sua história recente. A entidade organiza a Copa do Mundo de 2026, que terá formato ampliado, e concentra decisões que afetam seleções, clubes, federações, patrocinadores e torcedores em escala global.
Pacote cresce no ciclo da Copa de 2026
Infantino comanda a Fifa desde 2016, quando assumiu após a crise institucional que levou a entidade a ampliar mecanismos de governança e transparência. A divulgação pública da remuneração dos principais dirigentes passou a ter peso político nesse contexto: não se trata apenas de informar salários, mas de mostrar como a cúpula é remunerada em uma organização que movimenta bilhões.
Em 2019, a remuneração reportada de Infantino foi de US$ 2,9 milhões. Seis anos depois, o total chega a US$ 4,8 milhões, impulsionado por uma parcela variável expressiva. O bônus de US$ 2,2 milhões representa quase 46% do pacote divulgado para 2025.
O relatório da Fifa informa a composição geral do pagamento, mas não apresenta, no trecho tornado público, a lista de metas que acionaram o bônus nem detalha se há benefícios adicionais, contribuições previdenciárias ou outros componentes fora da soma principal.
Por que o salário de Infantino importa
A remuneração do presidente da Fifa é mais do que um dado de contracheque. A entidade regula o futebol mundial, define calendários, organiza torneios e distribui recursos que chegam a confederações nacionais, clubes e seleções. No Brasil, esse peso aparece no dinheiro ligado à Copa do Mundo, em premiações, preparação e receitas comerciais.
A discussão também ocorre às vésperas da Copa de 2026, nos Estados Unidos, no México e no Canadá. O torneio terá 48 seleções e deve ampliar receitas de transmissão, patrocínio, bilheteria e hospitalidade. Nesse cenário, a remuneração da cúpula da Fifa ganha relevância porque se relaciona diretamente à forma como a entidade presta contas sobre seu próprio crescimento financeiro.
O ponto sensível está na transparência do bônus. Sem a indicação pública das metas usadas para autorizar a parcela variável, não é possível atribuir o pagamento a um único evento, como a Copa do Mundo de Clubes, a preparação para 2026 ou qualquer outro indicador isolado de desempenho.
O dado confirmado é a remuneração bruta de US$ 4,8 milhões em 2025, com US$ 2,6 milhões de salário-base e US$ 2,2 milhões de bônus. Em reais, a referência de cerca de R$ 25 milhões depende do câmbio; em governança, a cobrança recai sobre os critérios usados para pagar a parcela variável.











