Na noite deste domingo (7), a pesquisa de boca de urna da Ipsos no segundo turno presidencial do Peru registrou 50,7% para Keiko Fujimori e 49,3% para Roberto Sánchez. A vantagem de 1,4 ponto ficou dentro da margem de erro de 3 pontos, mantendo o confronto em empate técnico.
A pesquisa ouviu 18 mil eleitores e é uma fotografia inicial do processo, não um resultado oficial. A definição do vencedor ainda depende da apuração e da consolidação dos dados pelas autoridades eleitorais peruanas.
Disputa polarizada e impacto regional
Keiko e Sánchez representam campos ideológicos opostos e chegam ao segundo turno em cenário de forte polarização política. Em um país com ambiente institucional tenso, uma margem tão curta amplia a incerteza interna e aumenta o efeito de qualquer ajuste fino na relação com atores internacionais.
Para o Brasil, parceiro comercial importante do Peru, a definição de quem vence pode mudar o tom da agenda de alto nível entre os governos, sobretudo em comércio, integração e coordenação regional.
Apuração oficial deve fechar o quadro
Com a contagem final ainda em andamento, o próximo marco é a publicação do resultado definitivo. Até o momento, não há manifestação pública do Itamaraty sobre o desfecho eleitoral, e a reação diplomática brasileira depende da vitória oficialmente confirmada.








