domingo, julho 5
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Senador afirmou ter pedido a classificação de PCC e CV como organizações terroristas durante reunião no Salão Oval

Flávio diz que Trump perguntou sobre situação de Jair em encontro

Senador afirmou ter pedido a classificação de PCC e CV como organizações terroristas durante reunião no Salão Oval

· 3 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (26) que foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington.
  • Na disputa pelo espólio do bolsonarismo, Michelle Bolsonaro aparece com 22% das intenções de voto, contra 41% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa Datafolha .
  • Segundo o parlamentar, a conversa durou cerca de duas horas e tratou da situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e da segurança pública no Brasil.
  • Jair Bolsonaro não está preso e responde a investigações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Segundo o parlamentar, o presidente americano teria demonstrado receptividade ao tema, mas não houve resposta formal do governo dos Estados Unidos sobre o pedido.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (26) que foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo o parlamentar, a conversa durou cerca de duas horas e tratou da situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e da segurança pública no Brasil.

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Em coletiva após a reunião, Flávio disse que Trump demonstrou interesse pelo processo que envolve o pai. “Ele perguntou sobre as condições da prisão do meu pai”, afirmou o senador, conforme registro publicado pelo Poder360. Jair Bolsonaro não está preso e responde a investigações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Pedido sobre PCC e Comando Vermelho

Flávio relatou ter solicitado a Trump que classifique o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. “Pedi a Trump para declarar PCC e CV como terroristas”, disse o senador, conforme reportagem de O Globo. Segundo o parlamentar, o presidente americano teria demonstrado receptividade ao tema, mas não houve resposta formal do governo dos Estados Unidos sobre o pedido.

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A classificação de facções como organizações terroristas pelo Departamento de Estado americano implicaria sanções financeiras, restrições de visto a integrantes e cooperação jurídica ampliada. O assunto integra a pauta de segurança que Washington discute com países da América Latina.

Sem apoio eleitoral

Questionado sobre eventual endosso à sua pré-candidatura à Presidência, Flávio descartou a hipótese. “Trump não me declarou apoio, e eu não pedi”, afirmou o senador, segundo a revista Exame. A fala procura afastar a leitura de que o encontro teria caráter de chancela política do republicano à campanha brasileira.

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Durante a entrevista, Flávio cometeu um lapso ao mencionar quem o convidou. “Mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula… do presidente Trump, desculpa”, corrigiu-se o senador, em fala registrada pela revista Veja. A comitiva incluiu o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que acompanhou a articulação da agenda.

Uso da embaixada e contexto político

Após a reunião, Flávio manifestou intenção de usar a Embaixada do Brasil em Washington para conceder entrevistas, conforme informou o colunista Igor Gadelha, no Metrópoles. O uso de espaço diplomático por pré-candidato pode levantar discussão sobre neutralidade institucional. A embaixada não havia se manifestado sobre o pedido.

O encontro ocorre em momento sensível para o senador, que enfrenta desgaste após a divulgação de mensagens em que pedia R$ 61 milhões ao empresário Daniel Vorcaro, episódio que já impactava as projeções eleitorais. Na disputa pelo espólio do bolsonarismo, Michelle Bolsonaro aparece com 22% das intenções de voto, contra 41% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa Datafolha.

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