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Pedraz investiga Santos Cerdán, a gerente Ana María Fuentes e Gaspar Zarrías; UCO recolhe documentos em Ferraz

Juiz imputa cúpula do PSOE em trama contra Justiça espanhola

Pedraz investiga Santos Cerdán, a gerente Ana María Fuentes e Gaspar Zarrías; UCO recolhe documentos em Ferraz

· 3 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Em áudio incorporado ao processo, Zarrías afirmou que pagou sem revisar o trabalho contratado e que viu Díez apenas três vezes.
  • Segundo o inquérito, ela foi contratada por Zarrías em abril de 2024 e seguiu atuando até a prisão.
  • Procurado, Santos Cerdán negou as acusações e afirmou que a UCO sustenta "muitas coisas falsas" em sua investigação.
  • O processo segue sob segredo de Justiça na Audiencia Nacional, e Pedraz deve definir nas próximas semanas se convoca os três dirigentes a depor.
  • Os três passam a responder ao inquérito ao lado do empresário Javier Pérez Dolset, também alvo do processo.

O juiz Santiago Pedraz, da Audiencia Nacional, imputou nesta quarta-feira (27) o ex-secretário de Organização do PSOE, Santos Cerdán, a gerente do partido, Ana María Fuentes, e o ex-vice-presidente da Junta da Andaluzia, Gaspar Zarrías, na investigação sobre uma suposta trama montada para desestabilizar processos judiciais contra o partido socialista e o governo de Pedro Sánchez. A decisão amplia o alcance do chamado caso Leire Díez e alcança, pela primeira vez, a direção nacional da legenda que sustenta o Executivo espanhol.

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Pedraz quer apurar se houve pagamentos do PSOE à estrutura que, segundo a investigação, buscava informações sensíveis sobre juízes, fiscais e integrantes das forças de segurança envolvidos em processos contra o partido. A imputação formaliza a condição de investigado em sede judicial e não implica culpa nem condenação. Os três passam a responder ao inquérito ao lado do empresário Javier Pérez Dolset, também alvo do processo.

No mesmo dia, agentes da Unidad Central Operativa (UCO) da Guardia Civil entraram na sede do PSOE, na rua Ferraz, em Madri, para recolher documentação ligada ao caso Sepi, no qual a ex-militante socialista Leire Díez também está imputada. Pedro Sánchez comentou a operação a partir do Vaticano, onde cumpria agenda oficial.

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Os 16 mil euros pagos a Leire Díez

Zarrías, dirigente histórico do PSOE na Andaluzia, declarou ao juiz em abril ter pago 16 mil euros (cerca de R$ 88 mil) a Leire Díez para investigar se o ex-comissário José Manuel Villarejo estaria por trás do chamado caso dos ERE, esquema de fraudes em subsídios na Andaluzia que levou a condenações de quadros do partido. Em áudio incorporado ao processo, Zarrías afirmou que pagou sem revisar o trabalho contratado e que viu Díez apenas três vezes.

Detida em dezembro de 2025, Leire Díez é apontada pela investigação como peça central de uma estrutura que tentaria interferir em processos judiciais incômodos ao PSOE. Segundo o inquérito, ela foi contratada por Zarrías em abril de 2024 e seguiu atuando até a prisão. As imputações desta quarta levam a apuração, pela primeira vez, ao núcleo da gestão financeira e organizativa do partido em Madri.

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Pressão sobre o governo Sánchez

O novo capítulo se soma a uma sequência de processos que pressionam o PSOE, entre eles o caso Ábalos, que atinge o ex-ministro dos Transportes, e a recente imputação do ex-presidente do governo José Luis Rodríguez Zapatero. A entrada da UCO em Ferraz, episódio inédito desde a redemocratização, leva a investigação para dentro da própria máquina partidária e expõe a estrutura financeira da legenda ao escrutínio judicial.

Procurado, Santos Cerdán negou as acusações e afirmou que a UCO sustenta “muitas coisas falsas” em sua investigação. O PSOE não comentou oficialmente as imputações. O processo segue sob segredo de Justiça na Audiencia Nacional, e Pedraz deve definir nas próximas semanas se convoca os três dirigentes a depor.

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