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Big Fund, Tencent e Alibaba negociam entrada na primeira captação externa da startup, que desenvolve modelos de IA adaptados a chips da Huawei.

Fundo estatal chinês negocia liderar aporte de US$ 45 bilhões na DeepSeek

Big Fund, Tencent e Alibaba negociam entrada na primeira captação externa da startup, que desenvolve modelos de IA adaptados a chips da Huawei.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Big Fund, Tencent e Alibaba negociam rodada que pode avaliar a DeepSeek em US$ 45 bilhões.
  • O modelo V4 da startup é compatível com chips Huawei, driblando sanções dos EUA.
  • O aporte sinaliza a ambição da China de criar um campeão nacional de IA.
  • A operação seria o maior investimento já feito em uma startup de IA chinesa.
  • A DeepSeek oferece seus modelos gratuitamente, inclusive para usuários no Brasil.

O China Integrated Circuit Industry Investment Fund, principal veículo de investimento estatal em semicondutores da China, negocia liderar a primeira rodada de aportes externos da DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial. O investimento, ainda não fechado, poderia avaliar a empresa em cerca de US$ 45 bilhões — cifra que a colocaria entre as startups de IA mais valiosas do mundo. As gigantes de tecnologia Tencent e Alibaba também participam das conversas, segundo dados oficiais.

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Criada em 2023 por Liang Wenfeng a partir do hedge fund Zhejiang High-Flyer Asset Management, a DeepSeek rapidamente desafiou a hegemonia americana em IA com modelos de linguagem eficientes e de baixo custo. No início de 2025, o modelo DeepSeek-R1 abalou o mercado ao demonstrar que era possível rivalizar com os líderes do setor usando uma fração dos recursos financeiros. Agora, com o apoio do Big Fund e de pesos pesados da tecnologia chinesa, a startup se prepara para um salto de escala.

O Big Fund já foi responsável por aportes bilionários em fabricantes de chips como a SMIC, mas agora mira a camada de aplicações de IA. A entrada do fundo na DeepSeek sinaliza a determinação de Pequim em erguer um campeão nacional de inteligência artificial capaz de competir globalmente, utilizando tecnologia própria para contornar as sanções impostas pelos Estados Unidos.

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Aposta bilionária do governo chinês

Em abril de 2026, a DeepSeek lançou a versão V4 de seu modelo, que trouxe uma novidade estratégica: compatibilidade com os processadores Ascend, da Huawei. A medida é uma resposta direta às restrições americanas que limitam o acesso chinês a semicondutores de ponta da Nvidia e AMD. Conforme a própria DeepSeek, o V4 foi otimizado para rodar em data centers equipados com a tecnologia da Huawei, reduzindo a dependência de hardware estrangeiro.

As sanções dos EUA, intensificadas nos últimos anos, proíbem a exportação de chips de IA de alta performance para a China. Elas são apontadas como um dos motores que impulsionaram Pequim a acelerar o desenvolvimento de alternativas locais, tanto em semicondutores quanto em modelos de IA. A DeepSeek tornou-se o principal exemplo desse esforço, e o investimento estatal maciço agora pode transformá-la em uma potência global.

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Corrida global pela IA ganha novo capítulo

A rodada de captação, se confirmada, será o maior aporte já feito em uma startup de IA na China. A avaliação de US$ 45 bilhões colocaria a DeepSeek em patamar próximo ao de rivais americanas bem financiadas, como a Anthropic. Para o mercado global, o movimento reforça a divisão tecnológica entre as duas maiores economias e deve acelerar ainda mais a competição na fronteira da inteligência artificial.

Enquanto negocia os bilhões do Big Fund, a DeepSeek mantém seus modelos disponíveis gratuitamente pela internet, inclusive para usuários brasileiros. A expectativa é que o novo capital financie a expansão de data centers e pesquisas de próxima geração, consolidando a presença chinesa em um setor cada vez mais estratégico para a geopolítica mundial.


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