sábado, julho 4
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Tribunal de Hamburgo julga pastor de 64 anos acusado de três abusos sexuais contra menor de 15 anos; investigação aponta que o pai recebeu mais de 5 mil euros pelos encontros

Pai vende filho por R$ 29 mil para pastor alemão que abusou do adolescente

Tribunal de Hamburgo julga pastor de 64 anos acusado de três abusos sexuais contra menor de 15 anos; investigação aponta que o pai recebeu mais de 5 mil euros pelos encontros

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Pastor de 64 anos é julgado por três abusos sexuais contra adolescente de 15 anos.
  • Pai da vítima teria recebido mais de 5 mil euros (R$ 29 mil) do líder religioso.
  • Transferências bancárias fracionadas viabilizaram os encontros, segundo a investigação.
  • Caso na Alemanha ecoa condenação de pastor no Tocantins por abuso de adolescentes.

Um pastor de 64 anos está sendo julgado na Alemanha por abusar sexualmente de um adolescente de 15 anos que o próprio pai teria vendido por mais de R$ 29 mil. O caso tramita no Tribunal Regional de Hamburgo e expõe uma trama de exploração sexual comercial dentro do ambiente familiar.

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Segundo a investigação, o pai da vítima negociou o filho com o líder religioso em troca de pagamentos que somaram mais de 5 mil euros. As transferências teriam sido feitas em múltiplas parcelas para viabilizar os encontros, conforme apontam os autos do processo.

A denúncia detalha três episódios de abuso ocorridos em datas distintas, sempre sob a mesma dinâmica de comercialização do menor. O caso revela a falência da proteção familiar quando o responsável legal se torna cúmplice do crime e ecoa escândalos semelhantes no Brasil.

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Mecanismo de venda e abuso

O esquema descoberto pelo tribunal alemão envolveu pagamentos fracionados do pastor ao pai do adolescente. Cada transferência correspondia a um encontro em que o religioso abusava do menor, segundo a acusação formal apresentada ao Tribunal Regional de Hamburgo.

A investigação aponta que o pai agia como facilitador, recebendo os valores e permitindo o acesso do líder religioso ao filho. Conforme apuração do Portal Banda B, o homem é acusado de pagar quantias em dinheiro ao pai da vítima para realizar os abusos.

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O pastor responde por três crimes de abuso sexual contra adolescente, tipificados no Código Penal Alemão. O julgamento segue em andamento, com depoimentos previstos para as próximas semanas.

Padrão de abuso religioso se repete no Brasil

O caso alemão não é isolado. Em Guaraí, no Tocantins, o pastor Gilmar Ferreira Maróstica foi condenado a mais de 13 anos de prisão por abusar sexualmente de adolescentes sob sua influência religiosa, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Tocantins. Ele se apresentava como “pai espiritual” e usava a confiança das famílias para cometer os crimes.

O modus operandi guarda semelhanças com o julgamento em Hamburgo: um líder religioso que se infiltra no núcleo familiar, ganha autoridade moral e explora a vulnerabilidade de menores. No Tocantins, Maróstica conquistava a confiança dos fiéis com suas pregações e conselhos, segundo apuração do G1.

A repetição desse padrão em contextos geográficos e culturais distintos evidencia uma falha sistêmica na proteção de crianças e adolescentes em ambientes religiosos. A ausência de mecanismos independentes de controle e a sacralização da figura do líder dificultam a denúncia e perpetuam o ciclo de abusos.

Consequências jurídicas e proteção de menores

O Código Penal Alemão prevê penas severas para abuso sexual de menores. O parágrafo 176 estabelece reclusão de seis meses a dez anos para atos sexuais com crianças, enquanto o parágrafo 182 pune com até cinco anos de prisão o abuso de adolescentes entre 14 e 18 anos quando há exploração de situação de vulnerabilidade.

A participação do pai no crime agrava o quadro jurídico. Investigadores afirmam que ele vendeu o filho ao religioso, o que pode configurar tráfico de pessoas nos termos do parágrafo 232 do Código Penal Alemão, com penas de seis meses a dez anos de reclusão. A legislação alemã também prevê agravantes quando o autor é responsável pela guarda ou educação da vítima.

Casos como o do pastor Maróstica no Brasil reforçam a necessidade de fortalecer redes de proteção familiar e comunitária. O episódio alemão reacende o debate sobre mecanismos de denúncia e a urgência de evitar que responsáveis se tornem cúmplices de crimes contra menores.


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