A Joy Division vai lançar seu primeiro box oficial, reunindo 16 shows e gravações inéditas. O anúncio confirma um projeto que reúne material ao vivo da banda de Manchester, uma das mais influentes do pós-punk britânico, cuja trajetória foi interrompida em 1980 com a morte do vocalista Ian Curtis, aos 23 anos.
O conjunto marca a primeira vez que o catálogo ao vivo do grupo recebe tratamento de box oficial. A banda, formada em 1976, gravou apenas dois álbuns de estúdio — “Unknown Pleasures” (1979) e “Closer” (1980) —, mas construiu um legado que se estendeu além do fim do grupo: os membros restantes formaram o New Order, também um dos nomes mais importantes da música eletrônica e alternativa dos anos 1980.
A coleção de 16 shows deve abranger apresentações realizadas entre 1978 e 1980, período em que a banda circulava por casas de pequeno porte na Inglaterra e começava a ganhar projeção no circuito independente. As gravações inéditas incluem registros que não integraram lançamentos anteriores do grupo.
Legado de curta duração
A história da Joy Division dura pouco mais de três anos, mas o impacto da banda sobre o rock e a música eletrônica é desproporcional ao tempo de atividade. Produzida por Martin Hannett, a sonoridade marcada por linhas de baixo densas, guitarras angulosas e a voz grave e melancólica de Curtis influenciou gerações de artistas — de Interpol a The Cure, passando por Radiohead e Editors.
A morte de Curtis, em maio de 1980, ocorreu às vésperas da primeira turnê americana da banda. O lançamento de “Closer”, poucas semanas depois, consolidou o mito. Desde então, o material ao vivo do grupo circulou principalmente em bootlegs e compilações não oficiais — o que torna o novo box um marco para fãs e colecionadores.
Detalhes como tracklist completa, formatos físicos, preço e mercados de lançamento devem ser divulgados nos próximos dias, conforme a comercialização avança.










