O Meeting Brasil abriu as inscrições para a edição América Latina 2026, roadshow voltado a empresas, destinos e marcas do turismo brasileiro que buscam negócios com operadores e agentes de viagem de países vizinhos.
A agenda será realizada de 3 a 13 de agosto de 2026, com etapas em Lima, Santiago, Córdoba, Buenos Aires e Montevidéu. O formato concentra em 11 dias uma sequência de encontros comerciais em mercados próximos do Brasil e relevantes para a chegada de visitantes estrangeiros.
Para hotéis, receptivos, companhias, destinos e operadoras brasileiras, a proposta é encurtar o caminho até compradores latino-americanos sem depender de uma feira única. A organização, porém, ainda não informou valores de adesão, número de vagas ou critérios de participação, dados decisivos para empresas calcularem o retorno do investimento.
Roteiro passa por Peru, Chile, Argentina e Uruguai
O calendário começa em Lima, no Peru, em 3 de agosto. Dois dias depois, em 5 de agosto, o roadshow chega a Santiago, no Chile. A etapa seguinte será em Córdoba, na Argentina, em 7 de agosto.
Depois de uma pausa no fim de semana, a programação segue para Buenos Aires, em 11 de agosto, e termina em Montevidéu, no Uruguai, em 13 de agosto. A escolha das cidades mira mercados emissores de curta e média distância, com maior proximidade aérea e cultural em relação aos destinos brasileiros.
Esse tipo de ação costuma funcionar como vitrine comercial para o setor: fornecedores brasileiros apresentam produtos, pacotes, experiências e condições de venda diretamente a compradores estrangeiros. O ganho está na agenda concentrada, mas o resultado depende da qualidade dos contatos, do volume de reuniões e do custo total da operação.
Turismo internacional sustenta nova ofensiva comercial
A abertura das inscrições ocorre em um momento de avanço do turismo internacional no país. A divulgação do evento cita alta de 19,4% no fluxo internacional para o Brasil em 2026 e 3,74 milhões de chegadas de visitantes estrangeiros no primeiro trimestre, com base em números associados ao Ministério do Turismo e à Polícia Federal.
Do total informado para o período, 2,33 milhões de visitantes chegaram por via aérea. Esse dado ajuda a explicar o interesse do setor em países da região: a conectividade entre capitais e grandes centros latino-americanos pesa diretamente na venda de pacotes, na ocupação hoteleira e na distribuição de produtos turísticos brasileiros no exterior.
Na prática, a disputa não é apenas por presença institucional. Destinos e empresas competem por contratos com operadores, consolidação de rotas, inclusão em catálogos internacionais e acordos capazes de levar turistas ao Brasil fora dos períodos mais fortes do mercado doméstico.
Custo de adesão define alcance para empresas menores
O principal ponto de atenção para o participante brasileiro é financeiro. Além da taxa de inscrição, a empresa precisa colocar na conta deslocamento, hospedagem, equipe, material comercial e eventual adaptação de produtos para compradores de diferentes países.
Para grandes destinos e marcas com orçamento reservado à promoção internacional, cinco cidades em sequência podem reduzir dispersão operacional e ampliar a exposição regional. Para hotéis independentes, agências receptivas e operadores de menor porte, o preço de entrada tende a determinar se o roadshow compete com feiras nacionais, visitas próprias ou campanhas digitais segmentadas.
A etapa de Lima, marcada para 3 de agosto, será o primeiro teste da agenda. Na sequência, o Meeting Brasil passa por Santiago, Córdoba, Buenos Aires e Montevidéu, com encerramento previsto para 13 de agosto. Até lá, empresas interessadas já podem organizar calendário, estimar custos de viagem e comparar a rota latino-americana com outras frentes de venda no exterior.










