terça-feira, junho 16
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Política

Tarcísio lidera disputa pelo governo de SP com 46%; Haddad tem 33%

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Diferença entre os dois principais nomes é de 13 pontos percentuais
  • Margem de erro informada é de 2 pontos para mais ou para menos
  • Registro no TSE, amostra e período de campo não constam na apuração
  • Kim Kataguiri aparece com 8%, e Paulo Serra registra 6%
  • Variações desde março ficam dentro da margem de erro informada

Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de São Paulo em 2026 com 46% das intenções de voto, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (16). Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar, com 33%.

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A vantagem do governador sobre o ministro da Fazenda é de 13 pontos percentuais no principal cenário estimulado. Kim Kataguiri soma 8%, e Paulo Serra registra 6%. Brancos e nulos são 4%, enquanto 3% dizem não saber em quem votar.

Vantagem de Tarcísio resiste à comparação com março

O resultado mantém Tarcísio em posição confortável na largada da disputa estadual. Em março, o mesmo instituto havia mostrado o governador com 47% e Haddad com 31%. Agora, Tarcísio oscila um ponto para baixo, enquanto o petista avança dois pontos.

A leitura política é de estabilidade no confronto direto entre os dois nomes mais fortes do campo paulista. Tarcísio preserva uma dianteira de dois dígitos; Haddad, por sua vez, consolida a posição de principal adversário da direita no maior colégio eleitoral do país.

A pesquisa também mede a avaliação do governo estadual. A gestão Tarcísio tem 62% de aprovação e 34% de reprovação. Na classificação de desempenho, 41% avaliam o governo como ótimo ou bom, enquanto 23% o consideram ruim ou péssimo.

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Aprovação do governo vira ativo eleitoral

Os números ajudam a explicar a vantagem do governador. Uma aprovação acima de 60% dá a Tarcísio um ponto de partida forte para tentar a reeleição e amplia o peso da máquina estadual na disputa de 2026.

Haddad entra no cenário como o nome de maior alcance do PT em São Paulo. Ex-prefeito da capital e ex-candidato ao governo paulista, ele volta a aparecer como alternativa competitiva da oposição, mas ainda distante do governador no recorte divulgado.

A disputa em São Paulo tem efeito nacional porque o estado concentra o maior eleitorado do país e costuma influenciar a montagem de alianças presidenciais, a distribuição de palanques e a força dos partidos no Congresso.

Senado também entra no radar paulista

O levantamento também trata da corrida ao Senado por São Paulo. Guilherme Derrite, Simone Tebet e Marina Silva aparecem entre os nomes que lideram os cenários divulgados para a disputa pelas vagas paulistas.

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A presença desses nomes reforça a dimensão nacional da eleição paulista. Derrite é ligado ao campo de Tarcísio; Tebet e Marina circulam no entorno político do governo Lula, embora tenham trajetórias e bases eleitorais distintas.

Campanha deve misturar gestão, obras e disputa nacional

A vantagem de Tarcísio não elimina pontos de atrito que devem marcar a campanha. Haddad tem buscado associar o governador a temas administrativos sensíveis, como transparência em contratos e condução de obras estaduais.

Um dos embates recentes ocorreu em torno do sigilo de 100 anos em contrato da Linha 6 do metrô paulistano, episódio usado pelo petista para pressionar o governo estadual. A tendência é que a oposição tente deslocar o debate da popularidade geral da gestão para áreas específicas de desgaste.

O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral, o tamanho da amostra, o período das entrevistas, o nível de confiança e a forma de coleta não acompanham a divulgação dos percentuais. Com os dados disponíveis, o retrato central é claro: Tarcísio abre a corrida estadual à frente, Haddad lidera a oposição e a disputa paulista já se organiza como peça importante do tabuleiro nacional de 2026.