quarta-feira, junho 3
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Polícia

Um em cada quatro contribuintes na malha fina é retido por inconsistências em despesas médicas

Saiba como declarar gastos com psicólogo e outros profissionais de saúde para evitar retenção no Imposto de Renda

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Despesas médicas respondem por 25% das retenções na malha fina.
  • São dedutíveis consultas, exames, internações e atendimentos com psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
  • Procedimentos estéticos e gastos com nutricionistas ou massagistas não entram.
  • A escolha entre modelo simplificado e completo afeta diretamente a restituição.
  • Erros como código de serviço errado ou duplo dependência são os mais frequentes.

Um em cada quatro contribuintes que caem na malha fina do Imposto de Renda é retido por inconsistências nas despesas médicas, segundo dados da Receita Federal. A dedução de gastos com saúde é ilimitada na declaração completa, mas o órgão reforça a exigência de comprovantes e alerta para erros que podem atrasar a restituição ou gerar imposto extra.

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Para ter direito à dedução, o contribuinte precisa apresentar recibos ou notas fiscais em nome do prestador, com indicação do CPF ou CNPJ. Só são dedutíveis as despesas do próprio declarante e de seus dependentes legais. Neste ano, a Receita intensificou o cruzamento eletrônico de dados, o que torna obrigatório informar o número do documento do profissional ou da clínica.

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Quais despesas médicas são dedutíveis

Consultas médicas, exames, internações e cirurgias estão na lista. Também são dedutíveis os atendimentos com psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Consultas com dentistas e planos de saúde entram no cálculo, mas procedimentos estéticos puramente cosméticos, como clareamento dental, não são aceitos. A Receita Federal também não permite deduzir gastos com massagistas, nutricionistas, enfermeiros particulares e assistentes sociais, a menos que eles integrem uma internação hospitalar.

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Os pagamentos com cartão de crédito ou débito são válidos, desde que o extrato identifique o prestador. A recomendação é guardar todos os recibos por cinco anos, contados do exercício seguinte ao da declaração.

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Modelos de declaração e impacto dos gastos com saúde

Ao preencher o IR, o contribuinte deve optar entre o desconto simplificado e as deduções legais da declaração completa. No simplificado, a Receita aplica um abatimento automático de 20% sobre a renda tributável, limitado a R$ 16.754,34 em 2025. Na completa, todas as despesas permitidas são somadas — e aí os gastos com saúde ganham peso, pois não têm teto.

Para quem tem muitos gastos médicos, a completa costuma ser mais vantajosa. O próprio programa gerador da declaração, ao final do preenchimento, mostra qual modelo oferece a maior restituição ou o menor imposto a pagar. A Receita Federal informa que a escolha pode ser alterada até o envio definitivo.

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Erros que travam a restituição

O erro mais comum, segundo a Receita, é lançar na ficha de pagamentos efetuados um código de serviço diferente do que foi prestado. Inserir o CPF do profissional errado, ou esquecer de marcar se o pagamento foi para o titular ou para dependente, também gera pendência. Outra falha frequente é deduzir a mesma despesa em duas declarações — por exemplo, quando pais separados incluem o filho como dependente.

A declaração pré-preenchida, disponível no portal e-CAC, reduz o risco de erros, porque traz automaticamente informações de fontes pagadoras e de serviços médicos informados por prestadores. Ainda assim, a Receita recomenda revisar cada campo, pois dados podem estar incompletos.

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