segunda-feira, junho 22
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Entretenimento

Vik Muniz leva cinzas do incêndio do Museu Nacional para mostra no Rio

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Mostra marca a programação temporária pelos 208 anos do Museu Nacional/UFRJ.
  • Obras transformam resíduos do incêndio em imagens ligadas ao acervo perdido.
  • Exposição ocorre junto de mostras sobre bastidores científicos e memórias do desastre.
  • Instituição ainda não publicou ficha técnica completa nem lista das peças recriadas.

O Museu Nacional/UFRJ, no Rio, apresenta nesta segunda-feira (22) obras de Vik Muniz feitas com cinzas e resíduos do incêndio que destruiu grande parte da instituição em 2018. A mostra integra a programação dos 208 anos do museu e se insere no retorno gradual do público ao Paço de São Cristóvão, ainda em reconstrução.

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As obras partem de material remanescente da tragédia para dialogar com relíquias perdidas do acervo. O gesto aproxima duas frentes que atravessam a história recente do museu: a recuperação física do prédio histórico e a tentativa de reconstruir, pela memória, parte do patrimônio científico e cultural consumido pelo fogo.

Vik Muniz, artista brasileiro de projeção internacional, tornou-se conhecido por criar imagens a partir de materiais pouco convencionais, como açúcar, lixo, chocolate, terra e sucata. No Museu Nacional, a escolha das cinzas dá ao trabalho uma carga simbólica direta: a matéria da perda passa a compor novas imagens dentro da própria instituição atingida pelo incêndio.

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Arte entra na reconstrução simbólica do Museu Nacional

Fundado em 6 de junho de 1818, o Museu Nacional completou 208 anos em 2026. A instituição, vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, ocupava o Paço de São Cristóvão, antiga residência da família imperial, quando o incêndio de 2 de setembro de 2018 destruiu coleções científicas, documentos, fósseis, peças arqueológicas e registros acumulados ao longo de dois séculos.

Desde então, o museu tenta recompor seu acervo, restaurar o prédio e recuperar seu lugar como espaço público de ciência, educação e memória. A presença de uma exposição de Vik Muniz nesse processo amplia o alcance da reabertura parcial: a reconstrução deixa de ser apenas obra civil e passa também pelo modo como o país elabora uma perda cultural de dimensão rara.

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A programação temporária inclui ainda as exposições “Bastidores da Ciência” e “Rescaldo das Memórias”, associadas ao reencontro do público com áreas do Paço de São Cristóvão. As mostras ocupam salas abertas ao visitante e reforçam a tentativa de apresentar não só o que se perdeu, mas também o trabalho de pesquisadores, técnicos e restauradores na preservação do que restou.

Mostras ficam abertas ao público até agosto

As exposições temporárias do Museu Nacional/UFRJ têm visitação prevista até 30 de agosto. A mostra com obras de Vik Muniz integra esse conjunto e marca um dos momentos mais visíveis da programação de aniversário da instituição.

O museu ainda não detalhou publicamente, em uma ficha completa, a lista de relíquias recriadas, a identificação de cada obra e o percurso exato dos resíduos usados pelo artista. O fato já confirmado é a exibição de trabalhos produzidos a partir das cinzas ou de remanescentes do incêndio, dentro da programação oficial de reocupação parcial do Paço.

Para o público, a visita oferece um recorte da nova fase do Museu Nacional: uma instituição que ainda carrega as marcas do fogo, mas volta a abrir salas, organizar exposições e transformar vestígios da destruição em linguagem artística e memória pública.


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