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Primeira mulher a vencer o Oscar de montagem em 24 anos, ela assinou cortes decisivos da trilogia original; família confirmou morte por câncer

Morre Marcia Lucas, editora de Star Wars, aos 80 anos

Primeira mulher a vencer o Oscar de montagem em 24 anos, ela assinou cortes decisivos da trilogia original; família confirmou morte por câncer

· 2 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • O Oscar de 1978 Na cerimônia do Oscar de 1978, Marcia Lucas dividiu a estatueta de Melhor Montagem com Paul Hirsch e Richard Chew, tornando-se a primeira mulher a vencer a categoria em 24 anos.
  • De American Graffiti à Estrela da Morte Nascida em 1945, Marcia começou a trabalhar com montagem nos anos 1960, em plena Nova Hollywood.
  • Marcia e George Lucas foram casados de 1969 a 1983 e são pais adotivos de Amanda Lucas.
  • Em "American Graffiti" (1973), ao lado de George Lucas, consolidou a parceria que a levaria aos maiores projetos da década.
  • Em entrevistas ao longo dos anos, George Lucas reconheceu que o ritmo final do filme deveu-se em grande parte ao trabalho de Marcia na ilha de edição.

A editora norte-americana Marcia Lucas, primeira mulher a vencer o Oscar de Melhor Montagem em 24 anos pelo trabalho em “Star Wars: Episódio IV — Uma Nova Esperança”, morreu aos 80 anos, vítima de câncer. A morte foi confirmada pela família em comunicado divulgado em 2 de junho de 2026 e noticiada pela BBC no mesmo dia.

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Em nota, a família afirmou que “Marcia será lembrada como uma brilhante contadora de histórias, uma pioneira para as mulheres no cinema” e que “seu trabalho era conhecido por sua inteligência emocional, ritmo e humanidade”. Marcia e George Lucas foram casados de 1969 a 1983 e são pais adotivos de Amanda Lucas.

De American Graffiti à Estrela da Morte

Nascida em 1945, Marcia começou a trabalhar com montagem nos anos 1960, em plena Nova Hollywood. Em “American Graffiti” (1973), ao lado de George Lucas, consolidou a parceria que a levaria aos maiores projetos da década. Em 1976, editou “Taxi Driver”, de Martin Scorsese — exercício de ritmo e tensão psicológica que se tornaria referência da escola americana de montagem.

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Foi em “Star Wars” (1977), porém, que sua assinatura entrou para a história do cinema. A sequência do ataque à Estrela da Morte, com cortes sincronizados à trilha de John Williams e progressão acelerada da tensão, é estudada até hoje em escolas de cinema como um dos momentos fundadores do blockbuster moderno. Em entrevistas ao longo dos anos, George Lucas reconheceu que o ritmo final do filme deveu-se em grande parte ao trabalho de Marcia na ilha de edição.

O Oscar de 1978

Na cerimônia do Oscar de 1978, Marcia Lucas dividiu a estatueta de Melhor Montagem com Paul Hirsch e Richard Chew, tornando-se a primeira mulher a vencer a categoria em 24 anos. A premiação consolidou seu nome como referência feminina em uma função técnica historicamente dominada por homens — papel que voltaria a ser citado décadas depois em debates sobre crédito criativo nos grandes estúdios.

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Após o divórcio de George Lucas, em 1983, Marcia se afastou progressivamente da indústria. Em raras aparições públicas, falou sobre o desejo de viver longe dos holofotes e dedicar-se à filha. A obra que deixou, no entanto, continuou objeto de estudo e de homenagens da comunidade do cinema, que voltou a se manifestar nas redes sociais ao longo desta semana, lamentando a perda e relembrando o impacto de seus cortes na trilogia original de “Star Wars”.

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