quinta-feira, junho 4
Publicidade
Esporte

Dois foragidos do Fifagate reaparecem para negociar delação com a Justiça americana

Empresários argentinos Hugo e Mariano Jinkis buscam acordo com o Departamento de Justiça dos EUA em Nova York

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Dois ex-dirigentes brasileiros do futebol reaparecem após mais de 10 anos foragidos.
  • Eles buscam acordo de delação com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
  • Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira são os principais suspeitos ligados ao Fifagate.
  • Pedidos de extradição dos dois foram negados ou bloqueados no Brasil.
  • O Fifagate completa 11 anos e segue como maior escândalo de corrupção no futebol mundial.

Dois foragidos ligados ao escândalo Fifagate, Hugo e Mariano Jinkis, empresários argentinos donos da empresa Full Play, reapareceram nesta semana em Nova York para iniciar negociações de delação premiada com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), segundo reportagens de La Nación e Infobae datadas de 19 de maio de 2026.

Publicidade

O Fifagate teve início em 27 de maio de 2015, quando a polícia suíça prendeu sete dirigentes da FIFA a pedido do DOJ, por envolvimento em corrupção, extorsão e lavagem de dinheiro em contratos bilionários de direitos de transmissão e marketing esportivo. Entre os acusados, destacam-se os brasileiros Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira, ambos foragidos da Justiça americana.

Publicidade

Procurados pela reportagem, os advogados de Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira não responderam até as 18h de 20 de maio de 2026. A reportagem também tentou contato direto com os investigados, sem sucesso. Os canais de comunicação disponíveis para direito de resposta são os e-mails dos escritórios de advocacia responsáveis.

Publicidade

Impasses e desdobramentos do Fifagate no Brasil

Marco Polo Del Nero, brasileiro nato, é protegido pelo artigo 5º, inciso LI, da Constituição Federal, que veda a extradição de nacionais. Em 2018, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), desmembrou o inquérito criminal que tramitava na Corte (Inq 3830), enviando a parte relativa a Del Nero à 1ª instância da Justiça Federal do Rio de Janeiro. Não houve pedido formal de extradição processado pelo STF, pois a proteção constitucional torna tal pedido inviável desde o início. Ricardo Teixeira, também brasileiro nato, está protegido pela mesma vedação constitucional, o que impede sua extradição para os Estados Unidos. Esses impedimentos mantêm os dois ex-presidentes da CBF fora do alcance direto da Justiça americana, apesar das investigações continuarem em curso.

Publicidade

O Fifagate completa 11 anos em 2026, mantendo-se como o maior escândalo de corrupção no futebol mundial. Inicialmente, sete dirigentes foram presos na Suíça, e o caso expôs uma rede complexa de corrupção envolvendo contratos históricos do futebol brasileiro e internacional, com prejuízos bilionários.

Expectativas e próximos passos na negociação

Até o momento, não há confirmação oficial sobre os próximos passos das negociações entre Hugo e Mariano Jinkis e o DOJ. A possibilidade de um acordo de delação pode abrir novas frentes de investigação e revelar outros envolvidos no esquema. No entanto, detalhes sobre prazos ou condições permanecem sob sigilo, aguardando publicações oficiais.

As movimentações recentes indicam um potencial desdobramento importante para o Fifagate, que pode impactar a estrutura do futebol brasileiro e internacional, dependendo das informações que venham a ser compartilhadas com a Justiça americana.