O Flamengo foi eliminado da Copa do Brasil na noite de quinta-feira (14) ao perder por 2 a 0 para o Vitória, no Barradão, em Salvador, e igualou a pior campanha do clube na competição desde 2016. O placar agregado de 3 a 2 para o time baiano confirmou a saída precoce do Rubro-Negro, que não avançava tão cedo desde aquele ano.
A derrota expôs fragilidades que já vinham sendo apontadas pela torcida e pela imprensa: dificuldade de finalização e falhas na marcação. O volante Jorginho, um dos líderes do elenco, não poupou críticas ao próprio desempenho coletivo. “Eles fizeram os gols, a gente errou”, disse, em entrevista após o jogo. A declaração resume o sentimento de frustração no clube, que havia conquistado o título da Copa do Brasil em 2024 sob o comando de Filipe Luís.
Jorginho admite erros e aponta falhas na marcação
O volante Jorginho, de 33 anos, foi um dos jogadores mais experientes em campo e reconheceu que a equipe não conseguiu impor seu jogo. “A gente teve posse de bola, mas não transformou em chances claras. Eles foram eficientes nos contra-ataques”, completou. O Flamengo finalizou 18 vezes contra 7 do Vitória, mas acertou apenas 4 no gol, segundo dados oficiais da partida. A defesa, que já havia sido vazada duas vezes no jogo de ida no Maracanã (derrota por 2 a 1), voltou a sofrer gols em lances de bola parada e transição rápida.
A eliminação representa a primeira vez que o Flamengo cai antes das oitavas de final desde 2016, quando foi eliminado pelo Fortaleza ainda na primeira fase. Na ocasião, o clube passava por reestruturação financeira e técnica. Agora, o cenário é diferente: o time vinha de um título nacional e investiu pesado em reforços.
Contraste com o título de 2024 levanta dúvidas sobre consistência
Em 2024, o Flamengo conquistou a Copa do Brasil com uma campanha sólida, vencendo clubes como Palmeiras e Atlético-MG nas fases finais. Filipe Luís, então técnico, montou uma equipe equilibrada entre posse de bola e transição defensiva. A eliminação precoce deste ano, sob o comando de outro treinador (o nome não foi divulgado pela diretoria), reacende o debate sobre a capacidade do clube de manter um padrão em torneios de mata-mata.
“O Flamengo tem elenco para brigar por todos os títulos, mas precisa de consistência tática para não depender de lampejos individuais”, avaliou o comentarista esportivo Carlos Alberto, da Rádio Jornal. A diretoria, por meio de nota, afirmou que “o planejamento segue em curso” e que o foco agora é o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.
Além do impacto esportivo, a eliminação precoce gera prejuízo financeiro. A CBF distribui R$ 3,3 milhões para os clubes que chegam às oitavas de final — valor que o Flamengo deixará de embolsar. Em 2024, o clube arrecadou mais de R$ 20 milhões com a campanha do título.
Histórico de eliminações precoces preocupa torcida
O Flamengo já foi eliminado sete vezes antes das oitavas de final da Copa do Brasil em sua história, segundo levantamento do site DCI Esporte. As quedas mais recentes antes de 2016 ocorreram em 1991, 1994, 1998, 2002 e 2004. A atual eliminação, porém, é a primeira desde a era de investimentos altos e títulos expressivos, o que aumenta a pressão sobre a comissão técnica.
O próximo compromisso do Flamengo é pelo Brasileirão, no dia 18, contra o Santos, no Maracanã. A diretoria não anunciou mudanças imediatas no comando, mas a derrota para o Vitória já provoca questionamentos sobre o futuro do técnico e do planejamento esportivo.
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