A Polícia Federal prendeu Manoel Mendes Rodrigues, apontado como operador do jogo do bicho e integrante da milícia ‘A Turma’, ligada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A 6ª fase da Operação Compliance Zero cumpriu 7 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Segundo a PF, Rodrigues atuava como líder do subnúcleo carioca da milícia, responsável por práticas de ameaças, intimidações, coerções, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais. A investigação revelou que o grupo utilizava um policial federal infiltrado para beneficiar a estrutura criminosa.
A apuração que levou à identificação de Manoel Mendes Rodrigues
As apurações indicaram que Manoel Mendes Rodrigues exercia a liderança do subnúcleo carioca da milícia ‘A Turma’, descrita como milícia pessoal de Daniel Vorcaro. A PF conseguiu conectar Rodrigues a Vorcaro por meio de interceptações telefônicas e análise de dados bancários e de comunicações. Essas análises revelaram a participação do operador em reuniões e ordens estratégicas.
“O suposto operador do jogo do bicho e integrante da ‘Turma’ seria Manoel Mendes Rodrigues, descrito pela PF como alguém com ‘papel específico de liderança no subnúcleo carioca'”, afirmou fonte da investigação.
A milícia ‘A Turma’ e o papel de Henrique Vorcaro
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, também foi preso na operação. A PF o aponta como líder da milícia ‘A Turma’, descrita como um grupo que ameaçava jornalistas e invadia sistemas da Interpol e FBI. “Henrique Vorcaro é investigado pela PF por usar milícia e jogo do bicho em estrutura de intimidação ligada a interesses do grupo do Banco Master na Operação Compliance Zero”, informou a corporação.
Já Daniel Vorcaro é apontado como líder do grupo investigado, responsável pelas ordens estratégicas ligadas à estrutura clandestina de monitoramento e intimidação. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, é descrito como coordenador operacional da estrutura.
Policial federal infiltrado e próximos passos
A investigação revelou que um policial federal, Anderson Wander da Silva Lima, atuava como ‘agente infiltrado’ dentro da PF em benefício do grupo de Vorcaro. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu as ordens de prisão e medidas cautelares. A PF segue analisando o material apreendido para identificar possíveis ramificações do grupo em outros estados, incluindo São Paulo e Minas Gerais, onde foram cumpridos mandados. A investigação busca desmantelar a rede de influência e atividades ilícitas que se estendiam para além das operações financeiras do Banco Master.










