O Índice de Atividade do Varejo (IAV-IDV) projeta crescimento nominal das vendas entre 1,1% e 3,3% até junho, segundo informações da revista Veja. Apesar do avanço em valores correntes, a inflação deve corroer o poder de compra, resultando em retração real.
A projeção contrasta com o cenário de preços elevados. O indicador considera dados de junho e alerta que o consumo efetivo pode não acompanhar o ritmo dos preços. O setor varejista enfrenta desafios para manter o volume de vendas.
Em termos reais, já descontada a inflação, o IAV-IDV aponta queda. Isso significa que o crescimento nominal reflete apenas o repasse de preços mais altos ao consumidor, sem ganho efetivo de quantidade vendida.
Projeção contrasta com inflação alta
O Índice de Atividade do Varejo (IAV-IDV) projeta crescimento nominal das vendas entre 1,1% e 3,3% nos próximos meses, até junho, segundo informações divulgadas pela revista Veja. Apesar da alta projetada em valores correntes, o avanço da inflação no período deve corroer o poder de compra, resultando em retração real das vendas.
O indicador sinaliza que, embora haja expansão nominal, o consumo efetivo pode não acompanhar o ritmo dos preços, expondo os desafios para o setor varejista. O IAV-IDV, que mede a atividade do varejo, aponta para um desempenho positivo na comparação anual, mas alerta para os efeitos da inflação sobre o orçamento das famílias.
Retração real preocupa setor
O crescimento nominal das vendas, na prática, mascara uma realidade adversa. Segundo o IAV-IDV, em termos reais o indicador aponta retração, o que significa que o volume de mercadorias vendidas deve cair. O avanço observado reflete apenas o repasse de preços mais altos ao consumidor final.
Para o varejista, vender menos em volume, mesmo com faturamento maior, comprime margens e exige ajustes na gestão de estoques. A projeção do IAV-IDV, divulgada por Veja, considera dados de junho e incorpora o impacto da inflação corrente.
Impacto para consumidores e economia
Com a inflação corroendo o poder de compra, o orçamento das famílias tende a ficar mais apertado, reduzindo a margem para consumo discricionário. A cautela nos gastos deve se manter até que haja alívio nos preços ou recuperação da renda.
A discrepância entre o nominal e o real sugere que o varejo pode estar enfrentando um cenário de ‘vendas mais caras, porém menores’. Para a economia como um todo, o quadro aponta desaceleração do consumo como motor de crescimento, exigindo atenção de formuladores de política econômica.
Segundo o IAV-IDV, a projeção de crescimento nominal entre 1,1% e 3,3% até junho já considera o cenário inflacionário atual. No entanto, o índice de atividade do varejo indica que, uma vez descontada a inflação, o resultado deve ser negativo nos próximos meses.










