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Economia

DeepSeek capta US$ 7,4 bi e vira maior startup chinesa de IA

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Avaliação da empresa ficou entre US$ 52 bilhões e US$ 59 bilhões, segundo fontes citadas pela imprensa econômica.
  • Tencent e CATL aparecem entre os investidores, mas ainda não houve confirmação oficial das companhias.
  • A captação reduz a dependência da High-Flyer, fundo ligado ao fundador Liang Wenfeng.
  • A rodada reforça o esforço chinês para criar alternativas locais às plataformas americanas de IA.

A DeepSeek levantou mais de US$ 7,4 bilhões em sua primeira rodada externa de financiamento e passou a ocupar o posto de startup de inteligência artificial mais valiosa da China. A operação, equivalente a cerca de 50 bilhões de yuans, avalia a empresa entre US$ 52 bilhões e US$ 59 bilhões.

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A captação marca uma virada para a companhia fundada por Liang Wenfeng. Até agora, a DeepSeek dependia principalmente do apoio financeiro da High-Flyer, fundo de hedge ligado ao próprio fundador. Com a entrada de capital externo, a empresa ganha fôlego para ampliar pesquisa, treinar modelos maiores e sustentar a infraestrutura cara que define a corrida global da IA.

Tencent e CATL aparecem entre os investidores associados à rodada. A presença de grupos desse porte reforça o esforço chinês para consolidar uma campeã nacional capaz de disputar espaço com plataformas americanas em um mercado dominado por grandes empresas de tecnologia e laboratórios de IA generativa.

Aposta chinesa ganha escala na disputa com os EUA

A DeepSeek ganhou projeção internacional em janeiro de 2025, quando os modelos V3 e R1 chamaram atenção no Vale do Silício. O desempenho dos sistemas desafiou a percepção de que a China estaria muito atrás dos Estados Unidos em capacidade técnica de inteligência artificial, especialmente em modelos de linguagem avançados.

Desde então, a empresa se tornou um dos símbolos da estratégia chinesa para reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras em IA. A disputa ganhou peso geopolítico porque envolve chips, acesso a infraestrutura de computação, regulação e a capacidade de transformar modelos avançados em produtos usados por empresas e consumidores.

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A rodada também muda a posição da DeepSeek dentro do próprio ecossistema chinês. Com uma avaliação estimada em dezenas de bilhões de dólares, a companhia deixa de ser apenas uma promessa técnica e passa a operar como uma das apostas centrais do país para competir na próxima fase da inteligência artificial generativa.

Dinheiro novo aumenta pressão por produtos comerciais

O novo caixa deve permitir à DeepSeek investir em servidores, contratar talentos e ampliar o ciclo de desenvolvimento de modelos. Em IA, esse tipo de capital é decisivo: treinar sistemas competitivos exige acesso a grande volume de dados, poder computacional e equipes técnicas altamente disputadas.

Para empresas e usuários, o efeito imediato ainda é indireto. A captação não muda, por si só, preços, disponibilidade de serviços ou regras de uso fora da China. Mas aumenta a chance de a DeepSeek disputar clientes globais com fornecedores americanos, sobretudo se conseguir transformar a visibilidade dos modelos V3 e R1 em contratos comerciais.

A companhia ainda não detalhou publicamente o cronograma de uso dos recursos nem anunciou parcerias no Brasil. O passo concreto, agora, é converter a maior rodada externa de sua história em capacidade de entrega: mais infraestrutura, modelos mais fortes e presença comercial fora do mercado chinês.

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