O jornalista Chico Pinheiro, de 72 anos, revelou nesta segunda-feira (11) que foi diagnosticado com câncer de intestino – o terceiro tipo mais incidente no Brasil. O tumor foi descoberto ainda no início, cenário que eleva a chance de cura para mais de 90%. Esse patamar contrasta com a realidade da maioria dos pacientes, que só descobrem a doença em fases avançadas.
Ex-âncora do Bom Dia Brasil, Pinheiro passou por uma cirurgia para remoção do tumor e ficou internado por mais de um mês, período que incluiu uma passagem pela UTI. “Passei dias na UTI. Foi punk”, desabafou durante entrevista ao cantor Zeca Baleiro, na qual tornou público o diagnóstico.
Sinais iniciais do câncer colorretal
Os sinais iniciais do câncer colorretal são frequentemente inespecíficos e podem ser confundidos com desconfortos digestivos comuns. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), merecem atenção alterações persistentes no hábito intestinal – constipação ou diarreia que duram semanas –, presença de sangue nas fezes, dor ou cólica abdominal frequente, anemia sem causa aparente, perda de peso inexplicada e fadiga constante.
Colonoscopia como ferramenta de rastreamento
A colonoscopia é o exame padrão para identificar precocemente a doença, permitindo a remoção de pólipos – lesões que podem evoluir para tumores malignos. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas a partir de 50 anos realizem o procedimento a cada cinco ou dez anos, a depender do histórico familiar. Sociedades médicas já indicam o início do rastreamento aos 45 anos, especialmente após o aumento de casos em adultos mais jovens.
O prognóstico varia drasticamente com o estágio do diagnóstico. Enquanto a taxa de sobrevida em cinco anos ultrapassa 95% nos casos iniciais, ela despenca para menos de 15% quando o câncer já se espalhou para outros órgãos, conforme estimativas do INCA. Para o triênio 2026-2028, o instituto projeta 53.810 novos casos anuais de câncer de intestino no país.
O caso de Chico Pinheiro – que revelou a doença já em tratamento e com boa expectativa de recuperação – reforça a importância de investigar sintomas persistentes e aderir aos exames de rotina, especialmente após os 45 anos.
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