quarta-feira, junho 3
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Piracicaba (SP)

Freezers lotados de peixes causam prejuízos a pescadores no ‘pantanal piracicabano’

· 2 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · Por Andrey Moral

A Área de Proteção Ambiental (APA) no Tanquã-Rio Piracicaba, conhecida como “pantanal paulista” e localizada a 60 km de Piracicaba (SP), vem gerando enormes prejuízos aos pescadores que vivem na vila. A população está receosa de consumir os peixes devido à tragédia dos últimos dias, que resultou na mortandade de milhares de peixes no rio Piracicaba, afetando posteriormente o bairro Tanquã.

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Muitos moradores do local vivem da pesca. Segundo relatos, alguns vendedores acumularam prejuízos de até 300 kg de peixes congelados sem ter para quem vender. Antes da tragédia, a renda diária desses pescadores variava de R$ 80 a R$ 100, mas há dez dias não conseguem vender nenhum peixe. Para os moradores da vila, o peixe representa a sobrevivência, tornando a situação muito difícil. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) recomendou que não sejam consumidos os peixes afetados pela tragédia.

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A mortandade começou no último dia 07, quando milhares de peixes foram encontrados mortos boiando no rio Piracicaba. O forte cheiro tomou conta do local e a cor escura da água chamou a atenção da população. A Usina São José S/A Açúcar e Álcool, localizada em Rio das Pedras, foi apontada como a responsável pelo incidente.

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Multa

A Usina São José S/A Açúcar foi multada em R$ 18 milhões pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) devido à mortandade de mais de 235 mil peixes nos últimos dias.

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Os detalhes dos laudos e da operação serão divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para hoje, sexta-feira (19), no auditório da Secretaria Municipal de Educação de Piracicaba.

A Prefeitura iniciou um plano de limpeza para o local afetado, que começa hoje. Uma estrutura de apoio às equipes será montada na Chácara Estrela. Participarão da operação as secretarias municipais de Infraestrutura e Meio Ambiente (Simap), Governo, Obras e Zeladoria, e a Defesa Civil, com a colaboração da Cetesb.

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