O Brasil derrotou a Itália no domingo (7), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, pela Liga das Nações Feminina de Vôlei, em uma partida marcada por uma ausência de peso: Gabi Guimarães não apareceu entre as 14 inscritas da seleção para o confronto.
A capitã é a principal referência técnica e emocional do time comandado por José Roberto Guimarães. Sem ela, a seleção precisou redistribuir protagonismo em um jogo de alto grau de exigência, contra uma das adversárias mais fortes do circuito internacional.
A relação divulgada antes da partida indicou 14 jogadoras inscritas e trouxe também a troca de Natinha por Marcelle. O motivo da ausência de Gabi não foi informado. Não há base segura para atribuir a decisão a lesão, descanso, planejamento físico ou escolha técnica.
Vitória muda o peso da primeira semana
O resultado levou o Brasil a 12 pontos na VNL. A Itália ficou com 9. Mais do que a pontuação, a vitória ganhou relevância porque encerrou uma sequência italiana de 39 jogos sem derrota, série iniciada no recorte registrado desde 1º de junho de 2024.
Para uma seleção ainda em ajuste, vencer sem Gabi teve valor esportivo adicional. A VNL funciona como termômetro do ciclo internacional e expõe, desde cedo, quais alternativas o Brasil tem quando não conta com sua jogadora mais decisiva.
Zé Roberto já havia tratado a etapa de Brasília como um período de reconstrução de ritmo. Depois da primeira semana, o treinador afirmou que o Brasil precisou “correr atrás do prejuízo”, em referência ao fato de a equipe não ter feito amistosos antes da competição.
Ausência de Gabi abre disputa por protagonismo
A falta de Gabi altera a leitura do time porque mexe diretamente com passe, virada de bola e liderança em momentos de pressão. Contra uma adversária como a Itália, esse tipo de ausência costuma deslocar responsabilidades para outras ponteiras e para o sistema ofensivo como um todo.
O Brasil saiu da etapa com um sinal importante: conseguiu responder a uma seleção de primeira linha mesmo sem sua capitã. A sequência da VNL mostrará se a vitória em Brasília foi apenas uma reação pontual ou o início de uma rotação mais confiável para enfrentar jogos grandes sem depender exclusivamente de Gabi.











