Em Piracicaba, enfermeira de posto de saúde aplica vacina errada em bebê de três meses

Uma enfermeira do posto de saúde Piracicamirim, em Piracicaba (SP), aplicou vacina errada numa bebê de três meses de idade. O caso ocorreu nesta terça-feira (23), e a mãe da criança procurou o Jornal PIRANOT para formalizar uma denúncia.

Michelle, a mãe da criança, conta que levou sua bebê ao posto de saúde Piracicamirim para receber uma vacina de meningite, mas que a funcionária do local, que se diz coordenadora do posto de saúde, acabou aplicando na criança uma vacina de gripe — vacina recomendada apenas a bebês maiores de seis meses de idade.

“Foi bem complicado, porque minha bebê teve febre e eu precisei levá-la ao hospital para me certificar de que nada grave poderia ocorrer. No fim, a enfermeira ainda quis aplicar a vacina de meningite logo em seguida. Sorte que eu não deixei. O médico disse que agora a minha filha tem que esperar dez dias para tomar a vacina correta, caso contrário os dois vírus ficam no corpo da bebê”, comentou Michelle com exclusividade ao PIRANOT.

Após receber a vacina errada no posto de saúde Piracicamirim, a mãe levou a filha até um hospital, onde a bebê ficou em observação. “O médico explicou que minha filha só não passou por problemas maiores porque se trata de uma vacina para gripe, mas, que se fosse outra, minha filha poderia ter tido um monte de problemas por conta da pouca idade dela”, contou a mãe. “Esse tipo de erro não pode jamais acontecer, é inadmissível. Fica o alerta para as outras mães”.

A mãe da criança ainda contou que a enfermeira não se desculpou pela situação e que agiu o tempo todo com uma “conduta pouco profissional”. “A enfermeira não foi nem um pouco humilde, nem um pouco preocupada pelo erro. Foi o maior descaso”, desabafa.

Ela nega também que tenha recebido qualquer ajuda.

O outro lado

O Jornal PIRANOT procurou a Secretaria Municipal de Saúde para saber o que ela tem a dizer a respeito do ocorrido. Em nota, a secretaria afirmou que “no momento havia um médico pediatra no posto de saúde e foi oferecido atendimento do especialista à mãe da criança. Tanto a enfermeira local como a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, responsável pela imunização no município, a orientaram sobre a inexistência de riscos à saúde do bebê, pelo fato de a vacina da gripe ser composta por vírus atenuado. No entanto, a mãe optou por levar a criança a uma outra unidade de saúde, onde obteve a orientação médica de aguardar por uma semana para a realização da vacina solicitada.”

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