A Polícia Civil encontrou o corpo de Rafael Mateus Winques, de 11 anos, que estava desaparecido desde o dia 15 de maio em Planalto, no Rio Grande do Sul. Ele foi localizado por volta das 17h30 desta segunda-feira (25) e a mãe do menino, Alexandra Dougokenki, confessou o crime.

Ao contrário do que Alexandra alegou em depoimento, a análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP) apontou que o menino morreu por estrangulamento. Ela havia dito à polícia que tinha matado o filho sem intenção e alegou que a criança havia morrido por conta da administração de um medicamento.
O corpo de Rafael foi encontrado na garagem de uma residência, a cerca de cinco metros da casa onde o garoto vivia com a família.
Na última sexta-feira (22), o Instituto Geral de Perícias (IGP) de Passo Fundo fez testes com luminol, que revela a presença de sangue, na residência onde o menino residia com a mãe, também na casa da avó dele e no carro do padrasto.
Conforme a perícia, foram encontrados vestígios de algo que aparenta ser sangue. Tudo foi colhido e enviado para análise em Porto Alegre para confirmar se trata de sangue humano. O IGP aguarda os resultados.
A assassina do próprio filho está separada há cerca de três anos do pai de Rafael, que é agricultor e reside em Bento Gonçalves. Segundo a polícia, ele estava no município da Serra na data do crime, e seguiu para Planalto após ser informado do desaparecimento.
Entenda o caso
Rafael desapareceu na manhã do dia 15 de maio. Segundo a Polícia Civil, a mãe disse que deixou o menino no quarto para dormir e quando acordou, no dia seguinte, ele não estava mais no local.
Conforme o relato da mãe à polícia, a cama estava desarrumada e a porta da casa encostada. O local não tinha sinais de arrombamento. A principal suspeita era de que ele tinha saído de casa durante à noite. A família procurou por Rafael na casa da avó e na casa de amigos, mas ele não foi encontrado.
A polícia ouviu depoimentos de familiares, vizinhos e outras pessoas para compreender a dinâmica familiar e a personalidade do menino. Câmeras de monitoramento da cidade foram analisadas. O celular de Rafael foi levado à perícia para verificar possíveis dados apagados.






