Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba rejeita aumento de 6% para a categoria

Foto: Reprodução / Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e região
Foto: Reprodução / Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e região

O Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba rejeitou ontem a proposta de 6% do reajuste salarial 2015, apresentada pelo SIMESPI (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas, Fundições e Similares de Piracicaba e Região), em mais uma rodada de negociação. A Informação foi divulgada em coletiva de imprensa pelo Sindicato da categoria.

O SIMESPI apresentou como proposta o reajuste salarial de 6% em todas as cláusulas, como piso salarial, cesta básica, vale especial de natal, abono, dentre outros.

Nas negociações realizadas anteriormente nos dias 8, 15 e 22 de outubro, tanto o Sindicato dos Metalúrgicos como o Patronal decidiram por renovar todas as cláusulas da Convenção Coletiva da Categoria, as chamadas sociais.

Os patrões alegam o valor do reajuste, devido à crise econômica nacional. De acordo com Wagner da Silveira, Juca, secretário – geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, “o patronal está jogando a culpa em cima da crise, mas a maioria das empresas se adequou a situação, dispensaram de 30 a 40% do quadro de funcionários. O trabalhador já está pagando com o emprego deles”, comentou.

De janeiro a outubro de 2015 foram realizadas no Sindicato dos Metalúrgicos cerca 5800 homologações, até dezembro este número tende a chegar a 6000.

Segundo José Florêncio da Silva, Bahia, presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, “Foi uma proposta humilhante, nem o reajuste do INPC (Indicie Nacional de Preços ao Consumidor) eles apresentaram como proposta”, destacou.

A categoria reivindica um reajuste salarial digno, aumento piso salarial, adicional de horas extras, adicional noturno, cesta básica, vale alimentação, abonos salariais, PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados), e mais 38 novas cláusulas que não estão na Convenção Coletiva da Categoria, como a cláusula nova de seguro a ser pago pelas empresas, em beneficio de todos os empregados e seus familiares, sócios ou não, caso os empregados venham a sofrer acidente, adquirir doenças, falecer, ficar invalido total ou parcial.

O Sindicato agora irá notificar as empresas para reuniões e negociações diretas, sem a intervenção do Sindicato Patronal, para depois abrir o dissídio coletivo. Caso as negociações não andem a greve não está descartada.

As negociações envolvem aproximadamente 20 mil trabalhadores de Piracicaba, Rio das Pedras, Saltinho, São Pedro, Charqueada, Águas de São Pedro, Torrinha, Anhembi e Santa Maria da Serra. A data- base da categoria é 1º de novembro.

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