SIMESPI emite nota ao prefeito de Piracicaba (SP) após anúncio de lockdown na cidade

Prefeito Luciano Almeida adotou o fechamento das indústrias nas novas restrições anunciadas ontem (22)

O SIMESPI (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas, Fundições e Similares de Piracicaba) emitiu na manhã desta terça-feira (23), uma nota ao prefeito Luciano Almeida, após o mesmo anunciar lockdown em Piracicaba (SP) por nove dias.

Na noite de ontem (22), o prefeito fez uma Live comunicando que a cidade entrará em lockdown do dia 27 de março (próximo sábado) até o dia 04 de abril. Entre as novas restrições adotadas para conter o avanço da pandemia de Covid-19, está o fechamento das indústrias. O SIMESPI foi contra a decisão e emitiu a nota.

Confira abaixo a nota na íntegra

“Considerando o pronunciamento de V. Sa, no dia 22/03/21, anunciando o fechamento das indústrias, é a presente para expor e requerer o quanto segue. Primeiramente, quando ao fechamento das indústrias, importante destacar que as empresas, bem como, esta entidade, não foram consultadas a respeito das ações que seriam tomadas para contenção do coronavírus.

O Simespi sempre solidário e parceiro em todas as ações determinadas pelo poder público, bem como, com os demais setores do mercado, que já vem sofrendo com as consequências da pandemia, vem solicitar ponderação quanto ao fechamento das indústrias nesse período, uma vez que, não há nenhuma comprovação de que a indústria é vetor de transmissão, até mesmo porque, as indústrias, mantém todas as medidas de segurança para contenção do coronavírus, incluindo transporte próprio, distanciamento social, intensificação da higienização das bancadas de trabalho e dependências, controle de entrada e saída de pessoas, configurando-se um local seguro, de baixíssima transmissão. Além disto, a indústria mantém plano de saúde para os seus colaboradores o que não pressiona o SUS.

Sabe-se que o principal meio de contágio, está em aglomerações de festas, churrascos em chácaras, encontros familiares e transporte público, que poderá aumentar com o fechamento das fábricas, devendo nesse sentido, ser intensificadas ações de fiscalização nesses locais, inclusive com um canal de denuncia pela Prefeitura.

Diante do exposto, o Simespi repudia a decisão deste órgão público, e solicita que seja considerada a manutenção do funcionamento das indústrias em nossa cidade, para que não haja maiores prejuízos, já que as mesmas não podem cessar suas atividades, por ter que cumprir contratos nacionais e internacionais que impactará negativamente na economia do município e do Estado.

O Simespi se compromete, junto às indústrias do setor, no sentido de intensificar as medidas de controle e mitigação da transmissão do coronavírus”, disse o sindicato em nota.

 

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