Em Piracicaba (SP), cavalos são resgatados machucados na zona rural

Os animais estavam em condições insalubres, com alimentação limitada e machucados

Três cavalos, vítimas de maus-tratos, foram resgatados na manhã desta quinta-feira (04), em um sítio no distrito de ibitiruna, em Piracicaba (SP). Eles estavam em condições insalubres, sob sol forte, com alimentação limitada e machucados.

Foto: Divulgação

De acordo com informações apuradas pelo Jornal PIRANOT, a Guarda Civil Municipal (GCM) recebeu a denúncia de que um senhor mantinha alguns cavalos amarrados pelas patas (uma técnica utilizada por adestradores com o intuito de deixá-los mais mansos). A fim de apurar a denúncia, a Guarda Civil se diligenciou até o local — na companhia da vereadora Alessandra Bellucci e da veterinária Mariana Ricciardi.

Dois cavalos estavam amarrados pelos pés, sob o sol escaldante, sem comida e água. Próximo dali, um terceiro cavalo foi flagrado ainda mais machucado por conta do mesmo procedimento.

“Não se calem, os animais não podem mais esperar. Chega de sofrimento, chega de impor aos animais o que eles não precisam passar. Maus-tratos devem ser denunciados”, comentou a vereadora Alessandra Bellucci.

Diante dos fatos, o responsável pelo adestramento foi conduzido à delegacia. Ele deverá responder por crime de maus-tratos. Já os animais foram apreendidos e passarão por cuidados médicos.

“É muito triste ver, ainda hoje, essa técnica de doma totalmente irracional, onde fere a liberdade dos animais. Chegamos no local e vimos dois animais com os membros inchados, amarrados por cordas. Embora seja uma técnica de amansamento, isso é totalmente rudimentar e fora do contexto atual do horsemanship”, comentou Mariana Ricciardi, veterinária do Disk Animais.

A ONG Vira Lata Vira Vida recebeu os animais e cuidará dos mesmos.

MAUS-TRATOS A ANIMAIS É CRIME — Lei 9.605/98 Crimes Ambientais — Artigo 32: Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou periódicos. Pena: detenção de três meses a um ano, além de multa.

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