Conheça a investigação que levou delegado, policiais e empresários de Piracicaba para a cadeia

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Foto: Arquivo

Nesta terça-feira (10), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, com apoio da Polícia Militar (Rota e Corregedoria) e da Corregedoria da Polícia Civil, a operação “Rêmora” em Piracicaba, com objetivo de desbaratar organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.

Foram concedidos 12 mandados de prisão preventiva, dos quais foram cumpridos 10, restando 2 indivíduos foragidos, bem como 26 mandados de busca e apreensão.

Os alvos das buscas foram empresários e agentes públicos, dentre os quais um delegado de polícia, um policial civil e um policial militar, este preso durante a operação.

Durantes as buscas foram localizados diversos materiais relacionados a jogos de azar, lavagem de dinheiro e valores em dinheiro, inclusive com apreensão de dólares e euro em quantidade a ser apurada. Com um dos investigados foi localizada quantidade de anabolizantes e cigarros de origem clandestina e do Paraguai.

A investigação teve início no final do ano de 2016 a partir de notícias relacionando os alvos com a exploração de jogos de azar.

Diligências de campo, de monitoramento, cruzamento de dados e interceptações telefônicas permitiram conhecer toda a estrutura da organização criminosa e seu modus operandi, que inclusive se valia de corrupção de agentes públicos, policiais civis e militar, para evitar apreensões de objetos e instrumentos de seu interesse.

A organização criminosa também conta com uma vasta rede de empresas que são utilizadas para a lavagem de dinheiro. A investigação aponta que, no período de cinco anos, o grupo movimentou mais de R$ 40 milhões.

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