Mais de 80 espécies de aves são identificadas em área do Jardim Botânico de Piracicaba (SP)

A identificação dos pássaros é realizada pelo GTI (Grupo de Trabalho Interdisciplinar)

Além de beleza, lazer e bem-estar à população, as áreas verdes e parques urbanos da cidade proporcionam um ambiente propício e importante para a preservação da fauna e flora. O Jardim Botânico de Piracicaba (SP), no bairro Santa Rita, será mais um desses ambientes e já foram identificadas no local mais de 80 espécies de aves em quatro meses de levantamento (novembro a março). O trabalho é contínuo, buscando observar em todas as estações do ano.

Choró-boi (“Taraba”) é uma das espécies identificadas no Jardim Botânico/Lagoa do Santa Rita

A identificação dos pássaros é realizada pelo GTI (Grupo de Trabalho Interdisciplinar) sobre Fauna Silvestre, da Prefeitura. A equipe é coordenada pela zoóloga Dra. Maria Eliana Navega-Gonçalves e conta com a participação da bióloga Vosmarline Graziela Rocha Lima e com o apoio de funcionárias da Secretaria de Defesa do Meio Ambiente (Sedema).

Entre as espécies identificadas estão a choca-barrada (“Thamnophilus doliatus”), jaçanã (“Jacana jacana”), peitica (“Empidonomus varius”), sabiá-barranco (“Turdus leucomelas”), mergulhão caçador (“Podilymbus podiceps”), garibaldi (“Chrysomus ruficapillus”), alma-de-gato (“Piaya cayana”), coruja-buraqueira (“Athene cunilularia”), choró-boi (“Taraba major”), cardeal-do-nordeste (“Paroaria dominicana”) entre outras.

A presença de fragmentos vegetais com espécies nativas e a lagoa do Santa Rita são elementos que favorecem a atração de aves para o Jardim Botânico, uma vez que elas dependem de áreas que ofereçam recursos para alimentação e construção de ninhos, além de abrigo e proteção, sendo essencial a preservação das áreas verdes no ambiente urbano.

 

A coruja-buraqueira (“Athene cunilularia”) também vive na área do Jardim Botânico

A coordenadora do GTI Fauna Silvestre, Marianna Curi, observa que a identificação de tamanha diversidade de espécies expõe a utilidade ambiental desses parques urbanos, além do lazer, mas também para a biodiversidade, educação ambiental e conscientização dos usuários desses locais. “É o serviço ambiental que esses parques urbanos proporcionam”, comenta. O grupo estuda instalar placas educativas nos parques sobre a fauna silvestre existente em cada um deles.

Marianna lembra ainda a atração de pessoas interessadas no turismo de observação de aves, para o qual o Brasil tem sido muito procurado. “A observação de aves está sendo difundida mundialmente. Imagina você conseguir observar mais de 100 espécies de aves no quintal da sua casa, dentro da cidade?”, relata.

Mergulhão-caçador (“Podilymbus podiceps”) se refresca na Lagoa do Santa Rita

PARQUE DA RUA DO PORTO – O GTI Fauna Silvestre também realizou a identificação de aves no Parque da Rua do Porto. Lá, já foram identificadas 102 espécies de aves até janeiro de 2021. Além das árvores do local, o lago também contribui para a preservação dessa diversidade. Entre as espécies estão: biguatinga (“Anhinga anhinga”), garça-moura (“Ardea cocoi”), socozinho (“Butorides striata”), galinha-d’água, lavadeira-mascarada (“Fluvicola nengeta”), sabiá-barranco e sabiá-poca (“Turdos leucomelas” e “Turdos amaurochalinus” ), 3 espécies de martim-pescador (“Chloroceryle americana”, “C.torquata” e “C. amazona”), pardal (“Passer domesticus”), que é uma espécie introduzida, teque-teque (“Todirostrum poilocephalum”), espécie endêmica da Mata Atlântica, entre outras.

OGTI Fauna Silvestre é formado por técnicos da Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente), Pelotão Ambiental, Defesa Civil, SMS (Secretaria Municipal de Saúde) e Sema (Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento), parceiros e representantes de instituições, como a Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – Universidade de São Paulo), Fundação Florestal, Sima (Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental.

A população pode acompanhar e conhecer mais sobre o trabalho do GTI Fauna Silvestre no endereço https://sedema.wixsite.com/sedema/faunasilvestre). Na página são divulgadas atividades do grupo e informações sobre biodiversidade.

A vegetação do local serve de abrigo para a choca-barrada fêmea (“Thamnophilus doliatus”)
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