Governo acredita que sistema de saúde de Piracicaba pode colapsar a partir de fevereiro

#ATENÇÃO – Projeção visa PREPARAR a cidade para o pior cenário possível. Não significa que isso acontecerá, pois medidas devem ser tomadas até lá e esse é o objetivo do estudo: PREPARAR e EVITAR o pior

O artigo que você vai ler a seguir foi produzido, em sua totalidade, pela Câmara de Vereadores de Piracicaba. O PIRANOT apenas alterou título e subtítulo.

O número de leitos disponíveis em Piracicaba foi pautado pelo vereador Josef Borges. O sub-secretário municipal de Saúde, Augusto Muzilli Júnior, informou que, segundo projeção do governo do Estado, a área abrangida pelo Departamento Regional de Saúde de Piracicaba pode chegar ao dia 6 de fevereiro, “no pior cenário”, com 97% dos leitos de Covid-19 do SUS ocupados.

Foto: Wagner Romano / PIRANOT

O secretário municipal de Saúde, Filemon Silvano, observou que hoje a situação já inspira atenção, pois, embora os dados oficiais —que são cadastrados em sistema e remetidos aos governos estadual e federal para o monitoramento da pandemia— apontem taxa de ocupação dos leitos em 60%, “na realidade já está em 100%, pois, se há um quarto com dois, três leitos que é ocupado por uma pessoa que não tem diagnóstico definido de Covid-19, enquanto não sai esse diagnóstico, ela ocupa três vagas”.

Isso ocorre, segundo o secretário, em razão do tempo para a divulgação dos resultados de exames comprovando ou não o contágio. A gestão Luciano Almeida quer, em até três semanas, reduzir essa espera. “Identificamos essa dificuldade do retorno dos exames. Com base nisso, estamos vendo outros laboratórios de apoio, como a Fealq [Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz], cujo resultado sai em menos de 24 horas.”

“Às vezes, a internação demora a acontecer por causa do resultado dos exames, já que os laboratórios não trabalham de sábado e domingo. Com o resultado em menos tempo, vamos agilizar a liberação de leitos e acelerar o diagnóstico das pessoas que precisam de internação em ala especifica, ou que vão entrar numa ala que não seja de Covid-19, ou que vão para casa”, exemplificou o secretário.

De acordo com Filemon, em resposta a questionamento do vereador André Bandeira, caso a situação em Piracicaba se agrave mais a Prefeitura estuda usar leitos em hospitais particulares. “Já houve conversa e eles, caso necessário, vão dar suporte também. Há essa possibilidade de ampliar leitos para o município. Temos que começar a fazer e deixar preparado.”

Também faz parte do planejamento do governo municipal o adiamento de cirurgias eletivas, como as ortopédicas, para a liberação de mais leitos, se a situação requerer. “Fizemos reuniões com os hospitais pedindo para diminuírem a quantidade de cirurgias eletivas, as quais não colocam em risco a vida do paciente. Elas não estão sendo cortadas, mas adiadas para não ter o acúmulo de pessoas que não tenham suspeita de Covid-19 dentro do hospital. Consequentemente, sobram mais leitos para que, em caso de colapso, consigamos acolher a população”, explicou Filemon.

A medida foi transmitida a todas as cidades sob a abrangência do Departamento Regional de Saúde de Piracicaba. “Mandamos documento para o Estado suspender as cirurgias eletivas e fizemos videoconferência com os 26 municípios solicitando isso, para que hospitais desabilitem leitos para caso ocorra um agravamento da situação, pois eles já têm mão de obra, embora não especializada. Estamos preocupados e nos reunindo todas as segundas-feiras com os hospitais para ver o diagnóstico da semana que se passou”, relatou o secretário.

A reunião com a participação de Filemon e Muzilli, nesta sexta-feira (15), no salão nobre da Câmara, teve a presença das vereadoras Alessandra Bellucci (REP), Ana Pavão (PL), Rai de Almeida (PT) e Silvia Morales (PV) e dos vereadores André Bandeira (PSDB), Anilton Rissato (PAT), Cássio Luiz Barbosa (PL), Fabrício Polezi (PAT), Gilmar Rotta (CID), Gustavo Pompeo (Avante), Josef Borges (SD), Laércio Trevisan Jr. (PL), Paulo Camolesi (PDT), Pedro Kawai (PSDB), Thiago Ribeiro (PSC) e Wagner Oliveira (CID), além da assessoria de Acácio Godoy (PP).

Informar Erro
Leia também

“Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência. Ao utilizar nossos serviços, você concorda.” Prosseguir Mais detalhes