Estado deixa faltar remédios importantes nas farmácias populares de Piracicaba

Foto: Arquivo
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O Governo do Estado de São Paulo, de Geraldo Alckminn (PSDB), está deixando faltar, mais uma vez, remédios importantes na farmácia de alto-custo de Piracicaba. Uma das vítimas do governador é o adolescente Gabriel, morador do Javari III, e que sofre de convulsões por ter síndrome de West.

Foto: Reprodução / Unidos pelo Gabriel
Foto: Reprodução / Unidos pelo Gabriel

O caso do adolescente você acompanhou aqui no PIRANOT em outubro quando noticiamos que sem o remédio fornecido pelo governo, Gabriel vinha tendo 40 convulsões por dia. Desesperada, a mãe do menor decidiu denunciar o caso para a imprensa e diante dos diversos compartilhamentos da notícia, o Estado voltou a entregar o medicamento até este mês quando novamente o fornecimento foi interrompido. “Tenho uma liminar que obriga o governo a me dar o remédio, mas mesmo assim eles negam” disse Valdineia Vidal Esperança, mãe do Gabriel.

Sem o medicamento desde o dia 25, Vidal acredita que as convulsões no filho devam voltar a acontecer nos próximos dias. Ela está desesperada e deve se reunir na próxima semana com a Defensoria Pública para tentar uma solução. Por não ter um advogado particular, o problema vem persistindo. “Cada seringa do remédio dele custa U$ 199 dólares, o que dá algo em torno de R$ 800. Não tenho condições de comprar” disse.

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Além do Gabriel, o filho da taxista Cleide Costa, que também depende de medicamentos da farmácia, está sem. “No começo do mês fui buscar e não tinha. Tive que comprar o Topiramato de 100mg, lamotrigina de 100mg e o clobazan de 10mg, agora no dia 25 voltei lá de novo com a receita e nada. Não há nem previsão de quando o problema será solucionado” disse Costa.

Nanau Peres também depende dos remédios do SUS (Sistema Único de Saúde), e está com a mesma dificuldade. “Meu filho precisa tomar remédios de uso contínuo que custam R$ 300 em média” disse ele que depende dos mesmos medicamentos que Costa.

Além da falta de remédios, leitores tem reclamado da sede da farmácia da Vila Rezende. “Não tem lugar para os pacientes ficarem e quando chove piora muito. Eu e várias pessoas chegamos a ficar na chuva para pegar remédio, quando tem né?” disse Marise Ribeiro.

PIRANOT procurou no começo da semana a Secretaria Estadual da Saúde, porém não obtivemos retorno.

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