Ensino do poker vai se popularizando no Brasil, especialmente no interior de São Paulo

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Assim como qualquer outra área do conhecimento, é necessário que o profissional se aprimore cada vez mais caso queira alçar voos mais altos em sua carreira. É assim para um piloto de Fórmula 1 que dá voltas e mais voltas numa dada pista. É também assim para qualquer outro esporte ou para um médico, por exemplo. O conceito de que a experiência incorre em aperfeiçoamento há muito tempo está presente no pensamento humano – desde Aristóteles, ao menos. O problema é que, conforme já provado em estudo científico, apenas a prática não leva à perfeição: é necessário também que haja alguma espécie de treinamento.

Pensando exatamente nisso, André Akkari (foto acima) desenvolveu um centro de treinamento único para quem quer se aprimorar no poker. Da mesma maneira que existem cursinhos pré-vestibular, agora também existe um cursinho “pré-torneio de poker”. Akkari tem como principal credencial o fato de ter sido o primeiro brasileiro a vencer uma etapa da World Series of Poker em 2011 – espécie de campeonato mundial da modalidade. Criado em 2013, o curso seria voltado para a preparação de jogadores – para que eles saiam com capacidade de poder jogar profissionalmente. “O QG se preocupa em preparar jogadores para que eles pratiquem o esporte mesmo em outros times. Somos uma referência na América Latina e estamos formando muitos jogadores”, relatou recentemente em matéria sobre o assunto em dezembro.

O curso acontece no interior de São Paulo, mais especificamente em Mairiporã  (antes ocorria em Jaguariúna, também na região). Realizado de maneira intensiva durante um final de semana e com frequência mensal, o curso do QG Akkari Team é ministrado por vários nomes relevantes do esporte em seu cenário nacional, notoriamente André Akkari, Leonardo Bueno e Victor Begara. . O jogador que quer se especializar frequenta o curso uma vez por mês, durante um final de semana, para aulas táticas e teóricas do esporte.

“O QG é um centro nervoso de treinamento em poker e, como somos amparados por estatísticas, gostamos de saber onde estamos pisando, se realmente estamos entregando o que o povo espera, e, principalmente se de fato as pessoas que por ali passam estão saindo diferentes no que diz respeito a conceitos e técnicas de poker”, conta Akkari em seu blog.

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Ensino do poker de modo “científico” é cada vez mais presente no Brasil

A abordagem cada vez mais teórica do poker, de maneira que ele seja tratado de modo  científica – a busca pelo conhecimento em probabilidade, por exemplo – faz com que ele seja objeto de algumas disciplinas em universidades.

Como já ocorria há algum tempo nos Estados Unidos – notoriamente no MIT, Massachusetts Institute of Technology, uma das principais instituições de ciências exatas no mundo – a UNICAMP criou em 2013 uma disciplina optativa nos estudos da modalidade. Akkari, aliás, chegou a participar de algumas aulas. A disciplina deu tão certo que chegou inclusive a ter lista de espera (ou seja, teve mais inscritos do que vagas disponíveis).

Seja como for, já é notório que existem cada vez mais iniciativas de modo a tratar o esporte – não só o poker, mas tantos outros – de maneira mais científica. O “Moneyball” no contexto do beisebol (que chegou até a ser tema de filme com Brad Pitt) e a consequente abordagem que a Seleção Alemã incorporou na preparação para os jogos da Copa do Mundo de 2014 comprovam exatamente isso.

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