Em Piracicaba, funcionários do Banco do Brasil e Estilo protestam contra reformulação

O Sindban (Sindicato dos Bancários) e funcionários do Banco do Brasil das agências Centro e Estilo realizaram na manhã desta quarta-feira (12), em Piracicaba (SP), um ato contra as mudanças que reduzem a remuneração das gratificações.

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Foto: Divulgação.

Como houve atraso no atendimento, a ideia foi explicar à população os ataques que os funcionários estão sofrendo, também como uma forma de tentar privatizar o banco. O Banco do Brasil vem tendo lucros altíssimos, o que não justifica os cortes.

Para entender

O Banco do Brasil anunciou, no início de fevereiro medidas que alteraram a forma de remuneração na instituição. O banco alega que potencializará os ganhos dos funcionários, com foco no reconhecimento a partir de seus desempenhos. Ao analisar os principais pontos percebe-se que a verdade é bem diferente.

Redução da gratificação – Atualmente, é muito pequeno o número de funcionários que não têm gratificação de função. Desta forma, a redução de remuneração fixa vai atingir a grande maioria dos funcionários.

Redução da PLR – Além de reduzir o valor de referência (VR) da gratificação que o funcionário recebe mensalmente, o banco também reduz o valor da PLR paga aos funcionários, uma vez que esta leva em conta o VR. Assim, além de terem perda de remuneração mês a mês, os funcionários perderão também na PLR. Não podemos esquecer, ainda, que também há perda no valor do FGTS, 13º.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região, José Antonio Fernandes Paiva, “nós já enfrentamos vários ataques ao Banco do Brasil, mas como este não imaginava que poderia existir. Esta reformulação é praticamente um rompimento do contrato de trabalho estabelecido no concurso público para o ingresso ao banco”.

Banco do Brasil

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O Banco do Brasil é responsável por aproximadamente 70% do crédito rural no país. Isso significa que o banco financia o agronegócio, que é quem ajuda a manter o equilíbrio da balança comercial brasileira. É quem financia a produção dos alimentos que chegam à mesa de todos os brasileiros. Sem o Banco do Brasil e a política de incentivo rural dado pelo banco, os alimentos vão ficar ainda mais caros.

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