Em crise financeira, professores da UNIMEP estão sem salários desde dezembro

Foto: Divulgação
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Os professores da UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba) voltaram de vez a conviver com o antigo fantasma da crise financeira. Sem salários desde dezembro, os mestres da instituição não sabem mais o que fazer.

Em carta enviada para a reitoria no último dia 20, obtida com exclusividade pelo PIRANOT, professores através da ADUNMEP (Associação dos docentes da UNIMEP) reclamaram dos constantes atrasos dos pagamentos de salários e benefícios, além da falta de recursos em estrutura e materiais para as aulas. “Nesses anos todos, a Unimep tem sido defendida por nós, no entanto, não sabemos mais o que somos para a instituição. O diálogo com os dirigentes é praticamente inexistente, recebemos informações pela intranet de que o pagamento do nosso salário será feito com pequeno atraso, nossas condições de trabalho têm sido precárias. Todas as atividades que envolvem a atualização e publicação de conhecimentos são pagas a partir de nossos próprios salários. Os laboratórios de pesquisa, a maioria dos custos são provenientes de verbas externas, congressos e reuniões científicas são custeados por nós. Enfim, esses são alguns gastos mensais além do que pagamos por nosso deslocamento e alimentação no trabalho do dia a dia” diz um trecho do documento em tom de desabafo.

Ainda segundo a carta, os professores estão em “estado de greve”, porém as atividades não foram paralisadas já que eles entendem que se parar, a instituição pode sofrer ainda mais e não ‘suportar’. “Parte dos professores temem que uma divulgação na mídia pode complicar ainda a situação dos empregos e causar demissões, mas eu mesmo não sei mais o que fazer, tenho uma família para sustentar” disse um professor que não quis se identificar.

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No dia 15 de outubro noticiamos com exclusividade uma paralisação de professores. Naquela época, os alunos que foram para as aulas acabaram dispensados por boa parte dos mestres que estavam revoltados com o atraso do pagamento de férias e salários. Alguns estavam recebendo parcelado. O problema segundo eles vem acontecendo desde o final do primeiro semestre de 2015 e tem piorado a cada mês.

Também no ano passado, já por causa da crise financeira, o Governo Federal não autorizou a UNIMEP a implantar um curso de medicina no município.

Nos últimos anos a universidade se desfez de terrenos e até da parte que tinha no Praça Taquaral Shopping Center que vem sendo erguido, aos poucos, ao lado da sua entrada principal na Rodovia do Açúcar.

O atraso no repase do FIES (Fundo de Investimento Estudantil) e a crise econômica do país tem ajudado a situação piorar com mais rapidez.

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