COVID-19 | Em um mês, taxa de ocupação de UTI cai de 101% para 70% em Piracicaba (SP)

Um mês após a assinatura do decreto número 18.653, que implantou medidas mais restritivas no município no combate à Covid-19 entre os dias 25 de março e 04 de abril, é possível sentir os reflexos positivos na redução da ocupação de vagas em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados à doença. No dia 27 de março, a taxa de ocupação era de 101% e hoje, 27 de abril, este indicador é de 70%, ou seja, houve queda de 31%. De acordo com o prefeito Luciano Almeida, os índices colocariam Piracicaba, hoje, da Fase Laranja do Plano São Paulo de combate ao coronavírus, do Governo do Estado.

A evolução na redução da ocupação dos leitos de UTI Covid-19 na cidade é expressiva, com quedas semanais consecutivas. De 27 de março a 02 de abril, o índice saiu de 101% para 89%; na segunda semana, até 09 de abril, foi para 84%; na terceira, até 16 de abril, 81%; na quarta semana, até dia 22 de abril, 71%, e até hoje, 27 de abril, é de 70%.

“Tivemos de ser mais rígidos para restringir a circulação de pessoas e, consequentemente, o contágio, naquele momento, fim de março, quando a ocupação dos leitos ultrapassou os 100%. Seguimos o travão emergencial com o apoio e esforço da população, dos empresários e comerciantes. A força-tarefa da Prefeitura também intensificou fiscalizações para evitar aglomerações e festas clandestinas. Além disso, conseguimos manter um cronograma positivo de vacinação contra a Covid-19 no município. Esse conjunto de ações foi decisivo para o resultado positivo que temos hoje”, destacou Luciano Almeida.

A Secretaria de Saúde reforça que, desde o começo da gestão do prefeito Luciano Almeida, não mediu esforços para melhorar o atendimento à população, principalmente no combate à pandemia da Covid-19. No ano passado, a cidade tinha 86 leitos de UTI e hoje são 143 leitos, 57 leitos a mais. No caso dos leitos de enfermaria, em 2020 eram 99 vagas e hoje esse número subiu para 255, 156 leitos a mais que no ano passado.

Em 2020, havia apenas um centro de referência para Covid-19, que ficava na UPA Piracicamirim. Hoje são três, com a inclusão de mais duas unidades de referência – UPA Vila Rezende e Central de Ortopedia e Traumatologia (COT) -, esta última funciona como porta aberta para o atendimento de pacientes com Covid-19. Também está em fase final de estudo, a ampliação da UPA Piracicamirim. Nos próximos dias, a UPA Vila Rezende voltará ao atendimento normal para desafogar as UPAs Vila Cristina e Vila Sônia.

De acordo com o secretário de Saúde, Filemon Silvano, também houve a ampliação significativa dos testes rápidos e de RT-PCR para detecção da Covid e, recentemente, foi lançado o projeto RespirAr, que consiste em oferecer aos pacientes com sintomas de síndrome gripal atendimento descentralizado para Covid-19 nas 51 Unidades de Saúde da Família (USF), com monitoramento dos sinais e sintomas da doença com foco no monitoramento da oxigenação. “Em uma semana de atendimento, o RespirAr atendeu mais de 1.000 pessoas, com a detecção de 544 casos positivos. É um número muito expressivo e que mostra a adesão dos piracicabanos ao projeto”, ressaltou Filemon.

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