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Piracicaba (SP) não corre risco de ser “varrida” do mapa, diz Defesa Civil do município

Fernanda Maestro

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A barragem de Salto Grande, em Americana (SP), foi tema de uma reportagem da TV Bandeirantes nesta semana. A matéria, desde então, tem gerado muita preocupação aos piracicabanos. Isso se deu ao fato do rompimento da barragem ser considerado possível e a mesma apresentar alto potencial de destruição, já que armazena 1,7 trilhão de litros de água que poderiam atingir Piracicaba (SP).

Foto: Heldrone

O Jornal PIRANOT entrou em contato com Odair Mello, secretario da Defesa Civil de Piracicaba. Por telefone, ele confirmou que, caso a barragem se rompa, Piracicaba realmente seria uma das cidades atingidas. “Se caso acontecer da barragem se romper, o impacto atingiria as regiões localizadas às margens do Rio Piracicaba. Porém, a informação de que Piracicaba será ‘varrida’ do mapa não procede, tendo em vista que a cidade é construída por vales e a água teria que subir 100 metros para ‘varrer’ o município”, disse ele.

Além disso, ainda de acordo com o secretario, estudos apontam que a água levaria cerca de 03h15 para atingir a divisa de Piracicaba e Iracemápolis, tempo suficiente para que seja acionado um plano de ação de emergência para a retirada da população ribeirinha. “Desde que haja a informação de que a barragem rompeu, nós estaremos atuando e avisando a população para que avacue as áreas alarmantes”. Odair alerta ainda que a Defesa Civil não irá trabalhar para retirar móveis, mas sim para salvar vidas.

É importante lembrar que a barragem de Americana é controlada pela CPFL Renováveis, órgão responsável pelo gerenciamento e manutenção.

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A barragem foi construída em 1949 e, desde então, ela corre o risco de romper. Odair comenta que é obrigação da própria CPFL Renováveis instalar um sistema de alarme e alerta sonoro às margens do Rio Piracicaba, mais especificamente a cada três quilômetros. Essa instalação, porém, não foi feita até hoje. “Estamos cobrando eles. Até fizemos uma reunião semana passada em Campinas para cobrar esse sistema de alarme dos municípios que possam vir a ser atingidos”.

Entenda a história

A TV Bandeirantes veiculou na noite de ontem (07), uma reportagem onde diz que o rompimento de uma barragem no Rio Atibaia, no município de Americana (SP), pode “varrer Piracicaba”. O material foi exibido no “Jornal da Band”, apresentado pelo jornalista Ricardo Boechat, e pode ser vista no final desta postagem.

De acordo com a reportagem, o reservatório faz parte de uma hidrelétrica e consta em uma lista de barragens de alto risco da Agência Nacional de Águas. A CPFL Renováveis é a responsável por ela.

A barragem apresenta 1,7 trilhão de litros de água contaminada por esgoto de 18 cidades. A poluição é tanta, que uma vegetação flutuante cobriu boa parte da represa.

Caso o pior aconteça, a reportagem da Band afirma que as cidades de Limeira e Piracicaba seriam “varridas”. Veja detalhes no vídeo abaixo:

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Jornalista formada pela Universidade Metodista de Piracicaba. Trabalhou em campanhas políticas e estagiou na Câmara de Vereadores de Piracicaba. Atualmente, integra a equipe dos jornais PIRANOT e PORJUCA.

3 Comments

3 Comments

  1. Avatar

    Alexandre Store

    9 de fevereiro de 2019 at 00:07

    ..É só parar pra pensar e ver que não há risco nenhum…..A barragem cai, a água vem, e vem, e vem, chega em Piracicaba. “= no SEMAE” eh “desaparece”…nessa hora, o SEMAE salvará nossas vidas…a água sumirá pelo SEMAE (como sempre some) e o milagre acontecerá….podemos ficar tranquilos…..

  2. Avatar

    Claudia Cordeiro Bueno

    10 de fevereiro de 2019 at 09:45

    Já que os órgãos responsáveis afirmam que não há perigo , poderíamos elaborar um documento onde eles se responsabilizam pelos danos , caso aconteça. Idenizacoes em dinheiro para as famílias atingidas ou seus familiares, Sei que só dessa forma realmente mexemos com os tais responsáveis, se não sentir no bolso continuarão sem fazer nada ,deixo aqui a minha sugestão para os advogados.Elaborar um documento onde a empresa,que não é pública idenizem familiares se houver um desastre…..
    Lembrando que as empresas que lucram não são públicas e depois que acontece alguma coisa querem cobrar do setor público.
    INDIGNADA.

  3. Avatar

    José Roberto

    10 de fevereiro de 2019 at 10:21

    Esse repórter da Band é um irresponsável ao dar uma notícia dessa sem se apurar o verdadeiro fato, trazendo transtornos para pessoas menos esclarecida, por isso que não confio muito no jornalismo da Babd, a Globo e Band são farinha do mesmo saco.

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