Piracicaba (SP): Acipi solicita reabertura do comércio e serviços seguindo o horário das atividades essenciais

Entidade também divulgou um manifesto por saúde, trabalho e igualdade

Em defesa das empresas e representando seus cerca de 5.900 associados, sendo 80% deles de pequeno e médio portes, a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) entregou, hoje (25), um ofício à Prefeitura de Piracicaba solicitando que o comércio e serviços possam trabalhar seguindo o mesmo horário de funcionamento das atividades consideradas pelo Governo como essenciais.

Foto: Júnior Cardoso/ Jornal PIRANOT

A preocupação da entidade se dá pelos inúmeros impactos socioeconômicos gerados pela pandemia de Covid-19 a estas empresas, que estão, há um ano, totalmente ou parcialmente paradas. “Os empresários perderam sua autoestima, o que vem afetando sua saúde e de seus funcionários, visto que muitos estabelecimentos já encerraram suas atividades e outros estão prestes a encerrar, consequentemente, ocasionando demissões, gerando dívidas por falta de recursos”, salientou o presidente da Acipi, Luiz Carlos Furtuoso.

Diante deste cenário, as empresas, representadas pela entidade, procuram a Associação em busca de uma solução para cumprir com suas obrigações e sobreviver à crise. “É válido lembrar que o impacto na vida dos funcionários também é enorme, pois estão perdendo o emprego e vivendo insegurança sobre o futuro, além daqueles que já estão desempregados, levando sua família a passar por necessidades”, lamentou.

O presidente ressalta, ainda, que o comércio não é o responsável por disseminar o vírus, mas, sim, as festas clandestinas e locais de atividades que, de fato, provocam aglomeração. “Também não podemos pagar mais essa conta sozinhos, uma vez que vários setores da economia foram mantidos funcionando. Agora, não querem participar do lockdown integral, que, inclusive, não tem eficiência garantida, já que não há comprovação de que a utilização deste método traga benefícios ou controle da pandemia”, disse.

“Não concordamos com o privilégio de hipermercados, que são, mais uma vez, protegidos e têm o funcionamento liberado. Esses estabelecimentos vendem não só alimentos, mas uma gama imensa de produtos, o que cria uma concorrência desleal, organizada pelo setor público”, acrescentou Furtuoso.

Para esta proposta de retomada consciente, a Acipi enfatiza que os setores cumprirão, mais uma vez, todos os cuidados de prevenção à saúde, como o uso de álcool gel, máscara e limitação de permanência nos estabelecimentos. Em todo o período, a entidade prestou e continuará prestando orientações e suporte para que a vida da população seja preservada.

Feriados

Outra reivindicação da entidade é que os feriados dos dias 20 de novembro e 08 de dezembro sejam compensados com os dias 30 e 31 de março. “Esse é um período importante para o comércio, no qual teríamos que fechar. Ressaltamos ainda que no mês de novembro teremos três feriados e em dezembro mais outros, o que reforça o nosso pedido de antecipação dos feriados”, avaliou Luiz Carlos Furtuoso.

Manifesto

Saúde, trabalho e igualdade são as principais reivindicações da Acipi em manifesto divulgado hoje (25). O documento apresenta o posicionamento da entidade com relação à falta de vagas em hospitais, como também as consequências de parte das atividades econômicas que, há mais de um ano, está impedida total ou parcialmente de funcionar.

“Reivindicamos uma reflexão justa às atividades comerciais e de serviços que, há mais de um ano, o Governo do Estado impede de funcionar, trazendo grandes danos a esses estabelecimentos. Muitos deles, inclusive, já encerraram suas atividades, demitindo seus funcionários, e outros estão na eminência de seguir o mesmo caminho. Sem receber isenções dos impostos e taxas dos Governos Estadual e Municipal, que, em um ano, não conseguiram melhorar e equacionar a falta de leitos, estes dois setores foram punidos severamente, levando a grande maioria ao colapso mental e financeiro para os empresários e trabalhadores”, informa a carta.

O manifesto é finalizado com a intenção de “demonstrar, mais uma vez, a todas as autoridades constituídas, que, em um ano, o contágio não acabou. O que acabou foram muitos sonhos, muitos postos de trabalho e tudo isso acarretou em decepção daqueles que ousaram a empreender na livre iniciativa”.

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